Quem vive terror do crime apoia operação, diz Zema

Em entrevista à CNN, governador de Minas defendeu a união entre os estados para a segurança pública

Rafael Villarroel, da CNN Brasil*, São Paulo
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (3) que "quem vive terror do crime" apoia a megaoperação deflagrada na última terça-feira (28) no Rio de Janeiro, pelas polícias Civil e Militar contra o CV (Comando Vermelho), no Complexo da Penha e do Alemão.

Em entrevista ao CNN 360º, Zema disse os moradores que vivem nas comunidades dominadas pelo crime organizado vivem uma "extorsão".

"A maior aprovação por parte de quem acompanhou essa operação é de quem vive lá (...) no meio desse terror, dessa extorsão (...) quem vive ali naquelas comunidades pagam mais pela energia elétrica, pela água, pela internet, pelo uso de aplicativos, pelo gelo (...) vivem sendo ameaçados, expulsos de suas casas (...) isso é totalmente ocupação de território", comentou.

A fala do governador vem após uma pesquisa da AtlasIntel divulgada na última sexta-feira (31) mostrar que oito em cada dez moradores de favelas na cidade do Rio de Janeiro apoiam a megaoperação

Os dados mostraram que 87,6% dos moradores de favelas cariocas aprovam a megaoperação, 12,1% a desaprovam e 0,3% não sabem ou não quiseram responder.

Segundo ele, não é possível combater criminosos fortemente armados apenas com diálogo. "Bandido que tem um arsenal de guerra, você não o combate levando diálogo, levando rosas", declarou.

Consórcio da Paz

Além disso, o governador também explicou e defendeu o "Consórcio da Paz", grupo formado por governadores de estado na última semana, com foco na segurança pública, após a megaoperação feita pelas Polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro contra o CV (Comando Vermelho).

Segundo Zema, o Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste) já trabalhava de forma coordenada e integrada, e definiu somar esforços aos estados do Centro-Oeste, como Goiás e Mato Grosso do Sul.

"E nós deixamos muito claro ao governador Cláudio [Castro], que caso ele precise de algum reforço, e tenha mais uma vez, o que é provável e infelizmente uma negativa do governo federal, nós, estados, estamos disponíveis (...) a mandar algum equipamento de reforço (...) um efetivo (...) para realização de operações de combate ao crime organizado, que é o maior câncer que o Brasil tem hoje", comentou.

*Sob supervisão de Douglas Porto