Randolfe: Bolsonaro pode mudar ou insistir em ‘teses esotéricas’ sobre Covid-19

Senador acredita que o presidente colocou em risco a própria vida e a dos outros por conta de atitudes irresponsáveis que vem tendo em relação à pandemia

Da CNN, em São Paulo

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Em entrevista para a CNN nesta terça-feira (7), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) comentou o diagnóstico positivo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o novo coronavírus e disse que ele pode optar por seguir dois caminhos após o acontecido.

Segundo ele, o primeiro é mudar de atitude, escolhendo “um ministro da Saúde definitivo e efetivo”, e seguindo as orientações da ciência para enfrentar a pandemia, como apoiar o isolamento social. O segundo caminho é insistir em “teses esotéricas”, como ele mesmo receitar medicamentos para tratar a doença.

“Eu, como sou otimista, utilizo sempre a máxima que está presente na história: ‘pessimismo da razão, otimismo da vontade’. Eu quero acreditar que ele pode optar pelo primeiro caminho”, falou.

O senador disse também que deseja o mais rápido restabelecimento ao presidente e acredita que ele “colocou em risco a própria vida com atitudes que foram irresponsáveis em relação ao vírus, à pandemia”, além de colocar em risco a vida de outros pelo comportamento que teve até agora. 

Randolfe afirmou ainda que, depois de Bolsonaro testar positivo para a doença, espera que ele passe a encarar a pandemia sem minimizar sua gravidade.

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“O Brasil é o segundo [país] do planeta em número de contagiados e mortos. É a maior tragédia da história brasileira. Basta dizer que nenhuma das guerras que o país participou ao longo da sua história tem o número de mortes como as causadas por essa pandemia. O governo precisa urgentemente ter uma política de tratamento da pandemia que até agora não teve”, disse.

Segundo boletim divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde, foram registrados 45.305 novos casos e 1.254 novas mortes decorrentes do novo coronavírus. Com os novos números, o país acumula 1.668.589 casos e 66.741 mortes pela Covid-19.

(Edição: Bernardo Barbosa)

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