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    Randolfe completa um ano sem partido, mas perto de voltar ao PT quase 20 anos depois

    Líder do governo no Congresso deixou a Rede após embate sobre a exploração de petróleo

    Randolfe Rodrigues foi filiado ao PT até 2005, quando deixou o partido para ir ao PSOL; em 2015, chegou à Rede, ficando até 2023
    Randolfe Rodrigues foi filiado ao PT até 2005, quando deixou o partido para ir ao PSOL; em 2015, chegou à Rede, ficando até 2023 Saulo Cruz/Agência Senado

    Douglas Portoda CNN*

    São Paulo

    Líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) completa, neste sábado (18), um ano sem ter filiação partidária.

    Em 18 de maio de 2023, Randolfe anunciou sua saída da Rede após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) rejeitar o licenciamento ambiental para exploração de petróleo na margem equatorial do país.

    À época, a medida foi apoiada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que é fundadora do partido. Segundo o senador, a decisão do Ibama não ouviu o governo ou os cidadãos do Amapá, estado que representa.

    A CNN apurou que, um ano após ficar sem partido, o parlamentar está próximo de um retorno ao PT após quase duas décadas de sua saída da sigla.

    Início no PT

    Nascido em Garanhuns (PE) — cidade natal também do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Randolfe viveu na localidade até os 8 anos, quando se mudou com a família para o Amapá.

    Filiado ao PT, sua primeira vitória eleitoral foi na disputa pelo cargo de deputado estadual em 1998. Em 2002, foi reeleito.

    Trocas

    Três anos depois, em 2005, com a criação do PSOL, Randolfe foi um dos políticos que deixaram o PT e migraram para a nova legenda. Cinco anos depois, com 37 anos, foi o senador mais jovem a ser eleito no pleito de 2010, ao receber 200 mil votos.

    Após 10 anos no PSOL, anunciou sua desfiliação em setembro de 2015.

    Na ocasião, o senador afirmou que tinha orgulho de ter feito parte do partido, mas que desde sua desistência de disputar a candidatura à Presidência da República em 2014, as relações internas “estavam muito deterioradas”.

    No mesmo dia aconteceu sua filiação à Rede, junto com outra fundadora do PSOL, a ex-senadora Heloísa Helena, candidata ao Palácio do Planalto em 2006.

    Negociações com o PT

    Durante um evento com o presidente da República no Amapá em dezembro de 2023, Randolfe anunciou que iria se filiar ao “partido de Lula”.

    “Eu lhe respondo em primeira mão, para o senhor e para todos que estão ouvindo, o meu partido é o partido de Lula. Eu estarei no partido de Lula, aonde o partido de Lula estiver”, afirmou o líder do governo.

    Interlocutores ouvidos pela CNN afirmam que Randolfe está ajustando os últimos detalhes para se filiar ao PT, com 98% de chance da questão se concretizar.

    Em 28 de fevereiro, o partido postou nas redes sociais uma foto do encontro de Randolfe com lideranças do partido, incluindo a presidente, Gleisi Hoffmann. Na legenda, escreveram: “Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”, em referência à música “Anunciação”, de Alceu Valença.

    Procurado, o senador não atendeu aos pedidos de entrevista da reportagem.

    *Com informações da Agência Brasil