Randolfe nega que governo fará "caça às bruxas" após rejeição de Messias
O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), negou nesta quinta-feira (30) que o Palácio do Planalto fará uma "caça às bruxas" após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo o senador, não é de bom tom "fazer caça às bruxas" independente de qualquer resultado pois "isso não faz parte do jogo democrático".
Na noite da última quarta-feira (29), o Senado rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias ao STF. O advogado-geral da União passou pelo crivo do Congresso depois de cinco meses de impasse envolvendo a indicação feita pelo Planalto.
De acordo com o parlamentar, o Governo deve aceitar o resultado do Senado Federal respeitando o trâmite democrático. Em diálogo com o Planalto, ele afirmou que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o indicado, na última noite, tinha como propósito prestar solidariedade ao Advogado-Geral da União.
Para Randolfe uma nova indicação para a cadeira de ministro da Suprema Corte deve ser realizada antes das eleições.
"Eu defendo que sim. É atribuição do Presidente da República. Não tem por que ser depois das eleições. Eu defendo, obviamente, o julgamento e a decisão é do presidente Lula, mas eu defendo que o presidente use de suas atribuições para encaminhar para cá, para o Congresso Nacional, um indicado ou uma indicada", declarou.
Entretando, o parlamentar não chegou a conversar com Lula sobre um novo nome, até o momento.
Novo indicado para o STF
De acordo com parlamentares ouvidos pela CNN, Alcolumbre tem dito que não faz mais sentido apreciar um nome apontado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a menos de seis meses das eleições.
Segundo relatos de lideranças bolsonaristas, a direita teria sido responsável por 30 dos 42 votos contrários a Messias no plenário. Alcolumbre, afirmam essas fontes, atuou diretamente por outros 12.


