Relação entre governo e Congresso é "honesta e verdadeira", diz Alcolumbre
Em evento no Planalto, presidente do Senado disse que Poderes fazem "construção do possível" para aprovar pautas "construídas a várias mãos"
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta terça-feira (14) que a relação do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto é "honesta e verdadeira".
Alcolumbre discursou durante cerimônia de posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães. Na ocasião, disse que os Poderes fazem "construção do possível" para aprovar pautas "construídas a várias mãos".
"As conquistas que essa relação honesta e verdadeira entregou pra sociedade brasileira, com todo respeito a todos que possam pensar contrariamente a isso, foram políticas públicas efetivas construídas a várias mãos e que estão efetivamente mudando a vida de milhões de brasileiros nos rincôs do Brasil", afirmou Alcolumbre.
A presença de Alcolumbre no Palácio do Planalto acontece em meio à pressão enfrentada pelo Planalto para garantir a aprovação da indicação do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Messias foi anunciado por Lula em 20 de novembro. A mensagem presidencial oficializando a escolha, no entanto, só chegou ao Senado Federal na quarta-feira (1º), quase cinco meses depois.
A demora está diretamente relacionada a um receio de revés na sabatina. Governistas ainda contam votos para garantir que a indicação de Lula não seja derrotada.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo o relator, senador Weverton Rocha (PDT-MA), a sabatina será no dia 29 de abril.
"Nem todas as matérias que foram idealizadas ou construídas pelo governo chegaram no Congresso de uma maneira e foram votadas e aprovadas da mesma maneira que chegou. E isso, meu querido presidente Lula, reforça a possibilidade de nós termos a consciência de que só através do diálogo, da boa política e da construção, nós poderíamos e podemos efetivamente mudar a vida das pessoas", afirmou Alcolumbre durante o discurso de posse de Guimarães.
Posse do novo minsitro
José Guimarães (PT-CE), então líder do governo na Câmara dos Deputados, tomou posse hoje como ministro-chefe da SRI (Secretaria de Relações Institucionais).
A cerimônia aconteceu nesta terça-feira (14), no Palácio do Planalto, e contou com a presença do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Também estiveram presentes o vice-preisdente da República, Geraldo Alckmin (PSB); a ex-ministra da SRI, Gleisi Hoffmann (PT); o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos; o minsitro da secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso; o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado; o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara.
Os governadores Elmano de Freitas (PT-CE), Fatima Bezerra (PT-RN) e Carlos Brandão (sem partido-MA) parrticiparam da cerimônia no Planalto. Líderes partidários da Câmara e do Senado também estiveram na soleniddade.
A SRI estava sob comando interino do secretário-executivo Marcelo Costa desde a saída da então ministra Gleisi Hoffmann. Gleisi deixou o cargo no dia 3 de abril, dentro do prazo de desincompatibilização, para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.
A pasta foi a única das 17 trocas ministeriais a ficar sem um sucessor. A demora, segundo interlocutores do Planalto, se deu pelo fim da janela partidária e pelos acertos iniciais nos estados.
No terceiro mandato do presidente Lula, a secretaria foi chefiada, inicialmente, por Alexandre Padilha, que deixou a pasta para assumir o ministério da Saúde. Com isso, Gleisi assumiu a articulação política do governo em março de 2025. Na reta final do mandato, Guimarães assume a SRI.
José Guimarães é deputado federal, advogado e natural de Quixeramobim, no Ceará. O novo ministro é filiado ao PT desde a fundação do partido e era vice-presidente nacional da sigla.
Guimarães era líder do governo na Câmara dos Deputados, onde ingressou em 2007. Também já foi líder da bancada do PT e líder do governo durante o mandato da presidente Dilma Rousseff.
A Secretaria de Relações Institucionais coordena a articulação política do Governo, com foco também na interlocução com o Poder Legislativo.
Guimarães assume a pasta em meio à pressão enfrentada pelo Planalto para garantir a aprovação da indicação de Jorge Messias ao STF.
Além de garantir a aprovação de Messias, o novo ministro vai ter que articular com o Congresso Nacional a aprovação de algumas pautas de interesse do governo.
Lula quer aprovar, por exemplo, ainda antes das eleições, o fim da escala 6x1. Tanto que deve enviar, ainda esta semana, um projeto de lei em regime de urgência para acelerar a tramitação na Câmara.
Recuo
Em janeiro, Gleisi Hoffmann chegou a dizer que o secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, Olavo Noleto, assumiria o comando da pasta a partir de março.
Interlocutores do governo, no entanto, relataram ainda na semana passada que Lula recuou da indicação e sinalizou a procura por um parlamentar para ocupar o cargo.


