Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    “Relações entre Brasil e Argentina são muito sólidas”, diz Alckmin à CNN após vitória de Milei

    Vice-presidente também afirma "celebrar a democracia"; ele disse não ver espaço para mudança no relacionamento, inclusive no que diz respeito ao Mercosul

    Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin
    Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin 29/05/2023REUTERS/Ueslei Marcelino

    Thais Arbex

    No dia seguinte à eleição histórica de Javier Milei na Argentina, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse à CNN não ver espaço para mudança no relacionamento com o país vizinho —inclusive no que diz respeito ao Mercosul.

    “As relações entre o Brasil e a Argentina são muito sólidas e importantes para ambos os países”, disse Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

    Enquanto candidato, Milei chegou a dizer que sairia do Mercosul e não se reuniria com Lula (PT), a quem chamou de comunista e corrupto.

    O vice-presidente, que também afirmou ser importante, “em primeiro lugar, celebrar a democracia”, lembrou que, hoje, a Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. O mesmo acontece em relação àquele país.

    Para Alckmin, “é fundamental fortalecer o comércio intrarregional” —ou seja, entre o Brasil e os países da América Latina, pois apenas 26% das transações acontecem dentro da região.

    “No mundo, embora globalizado, o comércio é tremendamente intrarregional”, disse Alckmin à CNN. Segundo ele, o comércio de Estados Unidos, Canadá e México é 50% entre eles. Na União Europeia e na Ásia, esses números sobem para 60% e 70%.

    “É o ganha-ganha. Temos proximidade física, regional, cultural e até na língua. Somos todos ‘portunhol’.”