Relator de CPMI detalha supostos pagamentos de "Careca do INSS" a Lulinha
Alfredo Gaspar diz que filho do presidente Lula recebeu mesada de R$ 300 mil e pagamento de 25 milhões em moeda desconhecida

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), detalhou em parecer apresentado nesta sexta-feira (27) supostos pagamentos feitos pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, a Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República.
Segundo o parlamentar, o filho de Lula recebeu de Antônio Camilo um pagamento de R$ 25 milhões, em moeda desconhecida. Além disso, Lulinha também tinha uma "mesada" de cerca de R$ 300 mil, que era depositada pelo "Careca do INSS".
Dias atrás, o presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou que não tinha a confirmação que Lulinha recebia a mesada.
“O que temos de evidência é uma testemunha que diz que ele recebia mesadas de 300 mil. Não há como dizer que é verdade, mas ele viajou com o Careca do INSS”, afirmou o senador.
No documento, Gaspar diz ainda que "o dinheiro roubado de aposentados e pensionistas foi utilizado em benefício de LULINHA para a aquisição, por CARECA DO INSS, de passagens de primeira classe em voos internacionais, bem como hospedagens de luxo em países europeus".
"Informações da Polícia Federal indicam que o CARECAD O INSS e FÁBIO LUÍS viajaram para Madri e Lisboa, em um mesmo período, em pelo menos três ocasiões:
Lisboa: 13 a 18/06/2024 (ANTÔNIO, FÁBIO e ROBERTA)/ Madri: 13 a 20/09/2024 (ANTÔNIO, FÁBIO e ROBERTA)/Lisboa: 08 a 14/11/2024 (ANTÔNIO e FÁBIO)".
Relatório da CPMI do INSS
Alfredo Gaspar apresentou, nesta sexta-feira, o relatório final da CPMI do INSS e pediu o indiciamento de 216 pessoas. Entre as recomendações de indiciamento, o relator incluiu servidores, entidades, empresários e políticos.
A defesa de Lulinha nega envolvimento em irregularidades. Ele não é formalmente investigado pela PF (Polícia Federal), mas foi mencionado ao longo das apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizadas em meados de dezembro do ano passado.
Gaspar pediu o indiciamento do filho do ex-presidente pelos crimes de: tráfico de influência; lavagem ou ocultação de bens; organização criminosa; e partícipe em corrupção passiva.


