Relator do IR no Senado defende que matéria não retorne à Câmara

Renan Calheiros considera que a matéria foi utilizada de ferramenta para pressionar o governo na Casa Legislativa

Mateus Salomão, da CNN Brasil, Brasília
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O senador Renan Calheiros (MDB-AL), escolhido relator da proposta que isenta da cobrança do IR (Imposto de Renda) quem ganha até R$ 5.000, afirmou que há um esforço para que a matéria não retorne à Câmara dos Deputados. Ele adiantou, entretanto, que suprimirá ou emendará o que for preciso.

Calheiros, em entrevista coletiva nesta terça-feira (7), afirmou que a tramitação na Câmara serviu como instrumento de chantagem e de pressão contra o governo federal. Ele ainda classificou a tramitação na Casa como "atípica".

Ele se comprometeu ainda com uma tramitação rápida no Senado e destacou que "não demorará trinta dias".

"O Senado não vai abrir mão no cumprimento do seu papel, o que tiver que ser modificado vai ser modificado, sim. Nós vamos fazer tudo, no entanto, para que a matéria não volte para a Câmara dos Deputados, porque lá na Câmara ela serviu lamentavelmente como instrumento de chantagem e de pressão contra o governo e até sobre a pauta do pode legislativo", destacou.

Ao citar o atraso na tramitação na Câmara, Calheiros afirmou que a Casa Legislativa teria dado prioridade a matérias como a PEC (Proposta deEmenda à Constituição) da Blindagem e ao PL (Projeto de Lei) da Anistia.

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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que, ao escolher Calheiros, que já presidiu a Casa, levou em conta “a experiência que [ele] tem do ponto de vista institucional, na relação com os outros poderes, por tudo que ele representa para o Senado da República e para o Brasil”.

Na última quarta-feira (1º), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o projeto que amplia a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000. A proposta foi enviada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, contou com a relatoria do deputado Arthur Lira (PP-AL).

Diante da aprovação, a matéria foi enviada ao Senado Federal nesta terça-feira (7). Alcolumbre adiantou que a matéria deve passar pela Comissão de Assuntos Econômicos antes de ser levada ao Plenário.