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    Relatora da CPMI do 8/1 quer confrontar Polícia do DF e Exército sobre os acampamentos

    No documento, senadora Eliziane Gama afirma que a acareação busca esclarecer divergências sobre a desmobilização do acampamento em frente ao Quartel General do Exército

    Eliziane Gama, relatora da CPMI dos Atos Antidemocráticos
    Eliziane Gama, relatora da CPMI dos Atos Antidemocráticos Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Pedro Nogueirada CNN Brasília

    A relatora da CPMI dos Atos Antidemocráticos, senadora Eliziane Gama, apresentou requerimento à comissão solicitando uma acareação entre o Coronel Jorge Eduardo Naime, ex-chefe do Departamento Operacional da PMDF, e o General Gustavo Henrique Dutra de Menezes, do Exército Brasileiro, responsável pelo Comando Militar do Planalto durante o 8 de janeiro.

    No documento, a relatora afirma que a acareação busca esclarecer divergências sobre a desmobilização do acampamento em frente ao Quartel General do Exército. O local deu origem a diversas manifestações antidemocráticas e culminou nos atos do dia 8 de janeiro.

    A Polícia Militar do Distrito Federal participou de diferentes tentativas de desmobilizar o acampamento montado no Setor Militar Urbano. A aglomeração só foi desfeita depois dos ataques à Esplanada dos Ministérios.

    O Coronel Jorge Naime prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o 8 de janeiro na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Durante a oitiva, ele relatou que o Exército Brasileiro impediu o acesso da Polícia aos acampamentos logo depois dos ataques.

    Ele considera que o acampamento era o epicentro dos atos golpistas. Ainda no depoimento, Naime relatou que viu o próprio General Dutra impedindo o então interventor federal na segurança pública do DF, Ricardo Cappelli, de entrar na região sob responsabilidade do Exército para comandar a prisão de participantes do ato.

    No dia 29 de dezembro, a Polícia Militar mobilizou mais de 500 homens à disposição do Exército para retirar o acampamento. No entanto, ainda de acordo com o Coronel, houve ordem expressa de última hora para que as pessoas não fossem retiradas.

    O General Dutra, responsável pela área durante o período dos ataques, também depôs à CPI da CLDF. Ele negou as acusações de proteger o acampamento. O oficial apontou um protocolo da Secretaria de Segurança Pública do DF citando ações ilícitas e estruturas ilegais a serem desmontadas pelo DF Legal, órgão de fiscalização distrital. Ele explicou que houve “acirramento de ânimos” dos acampados contra os fiscais e, por isso, a operação policial foi suspensa. Além disso, Dutra afirmou que o número de pessoas no acampamento dobrou entre os dias 28 e 29 de dezembro.

    O requerimento precisa ser aprovado pela Comissão para que os dois militares sejam convocados e a acareação seja agendada.