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    Renan Calheiros insiste em relatoria de CPI da Braskem; grupo ligado a Lira resiste

    Senadores se reuniram a portas fechadas nesta quarta-feira (21), mas não chegaram a um acordo

    Senador Renan Calheiros (MDB-AL)
    Senador Renan Calheiros (MDB-AL) Waldemir Barreto/Agência Senado

    Isabel MegaLarissa Rodriguesda CNN

    Brasília

    Responsável pelo pedido para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Braskem, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) avisou aos outros membros do colegiado que não desistirá da relatoria da comissão.

    Antes da abertura dos trabalhos da comissão nesta quarta-feira (21), os senadores se reuniram a portas fechadas para definir quem será o responsável pela condução das investigações e produção do parecer final.

    A disputa pelas principais funções da CPI tem como pano de fundo uma disputa alagoana.

    E o grupo político do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem trabalhado para que Renan Calheiros não tenha protagonismo nos trabalhos.

    Interlocutores citam um acordo com o Planalto para que o senador Rogério Carvalho (PT-SE) fique com a relatoria. O argumento é “dar mais institucionalidade” aos trabalhos.

    Na tentativa de buscar um acordo, os senadores tentaram emplacar Calheiros na vice-presidência da CPI, no lugar de Jorge Kajuru (PSB-GO).

    Calheiros, no entanto, não topou. Disse aos colegas que só desistirá se tiver a presidência, hoje ocupada por Omar Aziz (PSB-AM).

    A sessão acabou não sendo realizada e os senadores vão se reunir novamente durante a tarde para tentar chegar a um consenso.

    Alguns parlamentares defendem que o requerimento se ateve à situação do estado e que mesmo que a Braskem atue em outras localidades do país, os trabalhos deveriam focar nos danos ambientais causados pela petroquímica em Maceió.

    Ao comunicar a decisão, Aziz avisou que se continuar na presidência da CPI, o escopo dos trabalhos não será específico sobre o estado de Alagoas.