Renan Santos diz que proposta da 6x1 é "picaretagem populista do governo"

A prefeitos, pré-candidato à Presidência afirmou ser comum o surgimento de "políticas malandras" em ano eleitoral; segundo ele, texto articulado entre governo e Congresso vai impactar prefeituras

Helena Prestes, da CNN Brasil*, Rafael Sotero, da CNN Brasil, Em Brasília
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Em sabatina na manhã desta quinta-feira (20), o pré-candidato à Presidência, Renan Santos (Missão), afirmou que a proposta sobre o fim da escala 6x1, defendida pelo governo federal e em discussão na Câmara dos Deputados, é uma "picaretagem populista".

A declaração foi feita durante sabatina na Marcha dos Prefeitos, em Brasília. No evento, estavam presentes prefeitos, gestores e vereadores.

"A picaretagem populista do governo, como a escala 6x1, vai impactar vocês [prefeitos]. Essas políticas malandras acontecem muito em ano eleitoral, isso não ocorrerá conosco", afirmou.

Durante o discurso, Renan afirmou ainda que, se eleito presidente, não irá "jogar problemas nos colos das prefeituras" e pretende premiar municípios que cumprirem metas.

"Não vou jogar problemas nos colos das prefeituras, vou premiar os que cumprem metas e punir os que não entregam. Vou dar responsabilidade para os prefeitos dentro do orçamento compatível."

Fim da escala 6x1

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defende que o texto do fim da escala 6x1 seja aprovado pela Casa até o final de maio. A proposta visa promover um descanso remunerado de dois dias por semana e reduzir a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas, sem corte de salário.

Atualmente, o projeto tramita em Comissão Especial na Casa e tinha previsão de entrega do relatório para esta semana. Entretanto, diante de discordâncias, o relator da proposta, deputado Léo Prates, (Republicanos-BA), anunciou que precisará de tempo para montar o texto final e levá-lo para a votação em 25 de maio. O principal ponto: a regra de transição.

Enquanto o governo defende que a redução na jornada de trabalho passe a valer imediatamente após a aprovação, a oposição quer um período mais longo, de até 4 anos para a aplicação da proposta.

Renan Santos se opõe à mudança na jornada de trabalho. Ainda durante a Marcha dos Prefeitos, o fundador do MBL (Movimento Brasil Livre) afirmou que o projeto seria uma "medida eleitoreira".

Segundo ele, não falta "compadecimento com o trabalhador", mas ainda assim não é possível comparar a produtividade do Brasil com a de países como a Suécia, onde a escala 5x2 já uma realidade.

*Sob supervisão de João Ker

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