‘Rescisão com a Precisa não enfraquece investigação’, diz Aziz

O G7 da CPI se reunirá neste final de semana para definir o cronograma de depoimentos. Os representantes da Precisa Medicamentos devem ser convocados

Gustavo Uribeda CNN

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O presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD-AM), disse à CNN Brasil que a rescisão do contrato da Barath Biotech com a Precisa Medicamentos não irá modificar ou enfraquecer a investigação sobre eventuais irregularidades no contrato para a compra de vacinas da Covaxin.

“A rescisão não irá enfraquecer a investigação da CPI da Pandemia. Os indícios são muito claros”, disse Aziz.

 

Neste final de semana, o G7, grupo de senadores independentes e oposicionistas, se reunirá para discutir o cronograma de depoimentos para a primeira semana de retorno da comissão de inquérito após o recesso parlamentar.

A tendência é de que seja ouvido o representante da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, já no primeiro dia. Aziz defende que, também no início de agosto, seja feita uma acareação entre os funcionários do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda e William Santana com Emanuela Medrades, da Precisa Medicamentos.

Os funcionários disseram em depoimento que a fatura da Precisa Medicamentos, com a previsão de pagamento antecipado das doses de vacina, foi enviada ao Ministério da Saúde no dia 18 de março.

Medrades, no entanto, disse que a primeira versão só foi encaminhada no dia 22 de março. No dia 20 de março, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) disse que se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no Palácio da Alvorada, para denunciar suspeitas de irregularidades no contrato com base na fatura.

Aziz disse ainda que o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, só será convocado à CPI da Pandemia se houver esclarecimentos a serem dados sobre a atuação dele como ministro da Casa Civil durante a pandemia do coronavírus.

Para ele, a declaração dada pelo general da reserva em defesa do voto impresso não justifica uma convocação pela CPI da Pandemia.

Em nota à CNN, os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que representam Emanuela e Maximiano, disseram que as versões sobre as datas se trata “claramente de uma imprecisão”. “Existe um fato objetivo: a invoice foi enviada no dia 22. E as provas são: o arquivo é do dia 19, uma perícia já comprovou que nunca houve adendo ao Dropbox e e-mail foi enviado no 22 ao MS, com respectivo registro no SEI no dia 22 e não no dia 18”.

Diretora técnica da Precisa Emanuela Medrades e o presidente da CPI, Omar Aziz
Diretora técnica da Precisa Medicamentos Emanuela Medrades (E) e o presidente da CPI, Omar Aziz (D)
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

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