“Resposta à corrupção deve ser firme e institucional”, diz Fachin no STF

Presidente da Corte afirmou que "ninguém está acima das instituições, sejam juízes, sejam parlamentares, sejam gestores públicos"

Leonardo Ribbeiro e Davi Vittorazzi, Gabriela Boechat, da CNN, Brasília
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No discurso de posse na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Edson Fachin disse que a resposta à corrupção deve ser firme, constante e institucional.

“O Judiciário não deve cruzar os braços diante da improbidade, como procurei fazer em todas as investigações que passaram pelo meu gabinete”, afirmou nesta segunda-feira (29).

Segundo o magistrado, todos os procedimentos que tocou foram dentro das normas legais com atenção a devido processo ampla defesa e ao contraditório.

“Ninguém está acima das instituições, sejam juízes, sejam parlamentares, sejam gestores públicos. Elas são imprescindíveis e, com elas, todos nós e todos os poderes, somos melhores”.

Perfil

Fachin é conhecido pelo perfil técnico e discreto, e deve adotar uma gestão marcada pela institucionalidade e pelo espírito colegiado. A expectativa é de que evite os holofotes e siga uma linha semelhante à da ex-presidente Rosa Weber.

Ainda nesta semana, o novo presidente pauta temas de grande repercussão, como o julgamento sobre vínculo trabalhista entre motoristas e plataformas digitais, envolvendo a Uber.

Fachin também marcou o caso do processo envolvendo o projeto da Ferrogrão, ferrovia que ligará o Pará ao Mato Grosso. Na ação, o PSOL questiona a alteração dos limites do Parque Nacional do Jamanxim (PA), com a destinação da área suprimida pelo projeto ferroviário para escoar produtos agrícolas.