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    Reunião de Lula com Pacheco fica para semana que vem

    Expectativa era de que os dois se encontrassem ainda nesta semana para tratar de projetos de interesse do governo no Congresso Nacional

    Expectativa era a de que os dois se encontrassem até sábado
    Expectativa era a de que os dois se encontrassem até sábado 20/12/2023 - Pedro Gontijo/Senado Federal

    Isabel MegaLeonardo Ribbeiroda CNN

    Brasília

    O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse, nesta quinta-feira (25), que deve se reunir com presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somente na próxima semana.

    Havia a expectativa de que os dois se encontrassem até sábado (27) para tratar de projetos de interesse do governo em tramitação no Congresso Nacional. A previsão foi dada pelo próprio presidente em café da manhã com jornalistas, na terça-feira (23).

    “Eu pretendo conversar com o Pacheco, junto com o Jaques Wagner e junto com o Randolfe [Rodrigues], para gente discutir a pauta no Senado. Isso é certo, e possivelmente aconteça essa semana”, afirmou Lula.

    Um dos itens na pauta do Senado é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Quinquênio, que tem um potencial de impactar as contas públicas em até R$ 40 bilhões, a depender da quantidade de categorias contempladas com o adicional de 5% a cada cinco anos de serviço público. O governo articula para barrar o avanço da proposta, que, por outro lado, tem apoio do presidente do Senado.

    Mas não é só isso que está em discussão. Uma série de projetos — da chamada pauta-bomba — está em tramitação no Congresso.

    Nesta semana, para evitar derrotas, o governo articulou o cancelamento de sessão conjunta da Câmara e do Senado para análise de vetos. Entre eles, do projeto que acaba com as chamadas saidinhas de presos do sistema penitenciário.

    Crise

    Mesmo no Senado, governistas afirmam ver efeitos dos atritos entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O desentendimento entre o deputado e ministro é público, apesar de Padilha ter dito recentemente que o episódio está “absolutamente superado”.

    Sob reserva, senadores avaliam que para além de encontros com os presidentes da Câmara e do Senado, o governo deveria trabalhar mais no contato com os demais parlamentares.

    “O governo tem que começar a falar de varejo”, alertou à CNN um governista sobre as cobranças feitas pelos deputados e senadores, sobretudo, quando o assunto são as emendas parlamentares.