G7 vai votar requerimento para obter informações sobre evento de Bolsonaro no RJ

O G7, grupo de senadores de oposição da CPI da Pandemia, vai votar uma série de requerimentos nesta semana, incluindo a reconvocação de Eduardo Pazuello

Thais Arbexda CNN

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Após o presidente Jair Bolsonaro participar de uma manifestação de motociclistas em apoio a seu governo, neste domingo (23), no Rio de Janeiro, o grupo de senadores que forma a maioria da CPI da Pandemia decidiu mirar nas gestões fluminenses. A informação foi confirmada à CNN pelo vice-presidente do colegiado, senador Randolfe Rodrigues. 

Na próxima quarta (26), o chamado G7 vai colocar à votação na Comissão Parlamentar de Inquérito requerimentos de convocações do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do ex-chefe do Executivo fluminense, Wilson Witzel, além do governador do Amazonas, Wilson Lima. 

 

Em reunião por videoconferência nesta manhã, os senadores de oposição e independentes ao governo também decidiram levar à votação na CPI da Pandemia pedidos de reconvocações do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e do atual comandante da pasta, Marcelo Queiroga. 

Sem máscara, Pazuello participou ao lado de Bolsonaro do ato no Rio. A presença do general acontece depois de ele prestar dois dias de depoimentos aos senadores. O ex-ministro da Saúde chegou a se desculpar por ter circular sem a proteção em um shopping em Manaus, capital do Amazonas. 

Pazuello acompanhou o ato em cima de um carro de som, de onde o presidente voltou a atacar governadores que decretaram medidas restritivas para tentar combater a pandemia da Covid-19.

Por conta da nova aglomeração gerada por Bolsonaro durante passeio de moto neste domingo (23), a CPI da Pandemia também pretende colocar para aprovação na quarta  requerimentos de informações ao governo do Rio e também à prefeitura do Rio para saber quem autorizou o ato e se alguma providência foi adotada pelas autoridades locais a respeito de atitudes que ferem as regras sanitárias. 

“O que está acontecendo neste momento no Rio é um acinte e um desrespeito aos quase 450 mil brasileiros mortos. Não se tem conhecimento na história de um presidente que tenha sido tão ofensivo à dor de um povo como está acontecendo no Rio”, disse Randolfe à CNN.

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