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    Ricardo Salles admite deixar o PL para concorrer à Prefeitura de São Paulo

    Parlamentar disse à CNN que "ideal seria concorrer pelo partido em que está hoje", mas ressaltou que tem opções de legendas para o acolher caso seja necessário

    Basília Rodriguesda CNN

    em Brasília

    Sem apoio do comando do PL, o deputado Ricardo Salles (PL-SP) avalia deixar a legenda para retomar o plano de concorrer à Prefeitura de São Paulo, em 2024.

    O parlamentar disse à CNN que “o ideal seria concorrer pelo partido em que está hoje”.

    No entanto, ele ressaltou que tem opções de legendas para o acolher caso seja necessário.

    Veja também: Greve dos transportes antecipa disputa política em SP?

    Em junho, Salles chegou a dizer que não disputaria a Prefeitura de São Paulo. Porém, retomou o plano após uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na semana passada. O encontro ocorreu justamente na sede do PL, que também é o partido do ex-presidente.

    Nesta terça-feira (3), Salles publicou que está “back to the game” (de volta ao jogo, em tradução literal) e reassumiu discurso pré-eleitoral. Isso em um dia marcado pela exposição dos principais candidatos à prefeitura paulista diante da greve de funcionários do Metrô, CPTM e Sabesp.

    Salles seguiu o posicionamento de políticos de direita e responsabilizou a esquerda. “Absurdo. Totalmente política, inadequada e abusiva essa greve”, disse.

    Pela legislação, para participar das eleições o candidato deve estar filiado a um partido político pelo menos seis meses antes das eleições. Ou seja, se não conquistar apoio no próprio PL, Salles terá até abril de 2024 para trocar de legenda, sob pena de não estar apto a concorrer.

    A resistência ao nome de Ricardo Salles vem, principalmente, do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que diz ser contra dar apoio a candidato considerado de extrema-direita.

    À CNN, Costa Neto afirmou que “ninguém de extrema-direita levará a eleição de São Paulo, não em uma cidade de esquerda. Poderia dizer que São Paulo é uma cidade de centro-esquerda. Não podemos errar ou a prefeitura vai cair nas mãos do (Guilherme) Boulos”.