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    Roberto Jefferson e Flordelis vivem situações opostas em seus partidos

    Enquanto o advogado conta com apoio da cúpula do PTB, a pastora tem os dias contados no PSD

    O presidente do PTB, Roberto Jefferson
    O presidente do PTB, Roberto Jefferson Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro

    Uma pequena comitiva da alta cúpula do PTB desembarcou no Rio de Janeiro no início da tarde desta sexta-feira (13). Além da vice-presidente nacional do PTB, Graciela Nienov, vieram a chefe da comunicação do PTB, Rafaela Armani, e o presidente do partido em Pernambuco, Coronel Meira, que são próximos de Roberto Jefferson.

    Meira foi inclusive o indicado pessoal de Jefferson para uma intervenção no diretório depois que o ex-senador Armando Monteiro declarou apoio a candidatura de Marília Arraes (PT) no 2° turno contra João Campos (PSB) na corrida à prefeitura de Recife. Pelo telefone ele falou com Jefferson momentos antes de prisão. À CNN, ele relatou que Jefferson estava ‘surpreso’ com o pedido de prisão, mas que tinha ‘decidido não fugir’, portanto esperaria a Polícia Federal em sua casa na cidade de Comendador Levy Gasparian, no interior do estado.

    Já Graciela, gravou um vídeo dizendo que “o partido está 100% unido” a Roberto Jefferson, chamando a prisão de “arbitrária e ilegal”. “Hoje foi com o PTB, amanhã poderá ser com qualquer outro conservador e bolsonarista”, disse na mensagem gravada. “Não é só uma afronta à nossa liberdade, mas sim uma demonstração de força do nosso poder jurídico”, afirmou.

    Nos bastidores, deputados descontentes articulam uma debandada do partido – como noticiou a CNN mais cedo. Mas aqueles que de decidiram ficar, defendem a liderança de Jefferson e sugerem que outros virão. 

    Cassada em votação expressiva na última quarta-feira, Flordelis tem os dias contados no PSD. O partido do ex-ministro Gilberto Kassab já tomou todas as providências para a expulsão, que deve acontecer nos próximos dias. Com uma acusação mais grave, de participar do homicídio do ex-marido, o pastor Anderson do Carmo, ela teve o mandato encerrado por 437 votos a 7.

    Em nota enviada à CNN, o PSD diz que já considera a pastora evangélica ‘desligada’ do partido. “O PSD, a partir da cassação do mandato na Câmara Federal, está adotando as medidas para a expulsão formal. Como já estava suspensa, ela já está, na prática, desligada da legenda”, diz o texto.