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    Roberto Jefferson é transferido para Bangu 8, onde permanecerá preso

    Advogados do ex-deputado federal estão estudando as medidas jurídicas para tentar reverter a prisão ou atenuar os crimes; vídeo e suspeita de câncer podem ser usados

    Roberto Jefferson é ex-deputado federal e presidente de honra do PTB.
    Roberto Jefferson é ex-deputado federal e presidente de honra do PTB. Fábio Motta/Estadão Conteúdo - 16.mai.2015

    Pedro Duranda CNN*

    no Rio de Janeiro

    A Justiça determinou que o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) siga preso. A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro. O governo do estado informou ainda que ele já foi transferido de Benfica para Bangu 8, no Complexo de Gericinó.

    O advogado de Jefferson, Luiz Gustavo Cunha, afirmou, no entanto, que não foi informado de nenhuma decisão. O sócio dele, João Pedro Barreto, acompanhou a audiência de custódia e, ao sair, afirmou à CNN que não havia decisão.

    Após ter a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Jefferson passou a ser também investigado pela tentativa de homicídio dos quatro policiais federais que foram prendê-lo. O ex-presidente do PTB os recebeu com tiros de fuzil e granada.

    Agora a defesa está tentando descobrir qual o melhor caminho para tentar reverter a prisão ou pelo menos atenuar os crimes.

    A CNN apurou com fontes da defesa que uma dos caminhos será alegar que Jefferson está com suspeita de uma recidiva de câncer. A situação de saúde seria usada para definir os próximos passos.

    Outra possibilidade é usar o vídeo que mostra ele dialogando, negociando, com o policial federal — em clima até descontraído — pra tentar demonstrar que havia “clima pacífico” depois da primeira resistência “no susto”.

    Ao longo de todo o processo do inquérito das Fake News, a defesa de Jefferson já tentou várias cartadas. Uma delas foi na época do indulto a Daniel Silveira (PTB). Os advogados de Jefferson chegaram a preparar duas minutas de indulto que abrangeriam: uma os crimes de todos os envolvidos no inquérito das fake news e outra apenas o caso dele. Sem a simpatia do governo federal, a ideia morreu à época e não foi retomada agora.