Rodrigo Bacellar é preso novamente pela PF no Rio

Ex-presidente da Alerj foi detido após decisão do Supremo Tribunal Federal

Elijonas Maia, Lucas Schroeder, Teo Cury, Rodrigo Monteiro e Fernanda Fonseca, da CNN Brasil, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro
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O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), foi preso novamente pela PF (Polícia Federal) nesta sexta-feira (27) após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Bacellar foi preso durante a terceira fase da Operação Unha e Carne. Na mesma ação, a Polícia Federal também cumpriu mandado de busca e apreensão.

Segundo a corporação, a etapa mais recente da operação está relacionada ao cumprimento de determinações fixadas pelo Supremo na ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que trata de medidas voltadas à atuação e à investigação de grupos criminosos no Rio de Janeiro.

O ex-deputado foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal no Rio e, após o cumprimento das formalidades legais, será transferido para o sistema prisional do estado.

Em nota, a defesa afirmou que desconhece os motivos da nova prisão decretada e a classificou como indevida e desnecessária. Segundo os advogados, Barcellar "vinha cumprindo integralmente todas as medidas cautelares impostas".

Nesta semana, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou a cassação do mandato de Bacellar, no mesmo processo que levou à inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro (PL).

Denunciado pela PGR

No último dia 16, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Bacellar e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, pelo crime de obstrução de investigação relacionada à facção criminosa Comando Vermelho.

Também foram denunciados o desembargador Macário Ramos Júdice Neto; a esposa de TH Joias, Jéssica de Oliveira Lima; e seu assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado.

Segundo a PGR, os denúnciados atuaram juntos para prejudicar a Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025 com o objetivo desarticular uma organização criminosa dedicada à prática de tráfico internacional de armas de fogo e entorpecentes, corrupção, lavagem de capitais e outros delitos de elevada gravidade, liderada por integrantes do Comando Vermelho.