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    Rosa Weber envia à PGR pedido de Bolsonaro para investigar deputado que o acusou de agredir Michelle

    Na ação, Bolsonaro afirmou serem claras as ofensas dirigidas contra ele e sua família, se tratando de crime contra a honra

    Julgamento foi suspenso após pedido de vista da ministra do STF Rosa Weber
    Julgamento foi suspenso após pedido de vista da ministra do STF Rosa Weber Foto: Nelson Jr. - 09.set.2020 / SCO - STF

    Gabriela Coelhoda CNN

    em Brasília

    A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para que seja aberta uma investigação criminal contra o deputado Julian Lemos (União-PB), que acusou o ex-chefe do Executivo federal de bater na ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

    “Determino a abertura de vista dos autos ao Senhor Procurador-Geral da República, Dr. Augusto Aras, a quem cabe a formação da opinio delicti em feitos de competência desta Suprema Corte, para manifestação no prazo regimental”, disse a ministra.

    De acordo com a ação, foi feita uma requisição de abertura de investigação criminal fundada no Código Penal, dirigida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública ao Diretor-Geral da Polícia Federal (PF) e encaminhada ao Supremo pela autoridade policial “para apreciação do foro competente, bem como para eventual autorização de instauração de inquérito”.

    Na ação, Bolsonaro afirmou que “são claras as ofensas dirigidas contra mim e minha família, o que atrairia a incidência dos tipos penais que tratam dos crimes contra a honra”.

    Em resposta à CNN, o deputado Julian Lemos disse ter tomado conhecimento da ação de Bolsonaro pela imprensa e fez críticas ao ex-presidente.

    “Já que ele quer judicializar, irei esperar o momento oportuno para que ele me faça expor o que ele quiser. Não tenho nada a esconder, ele sim, e não terei problemas em dizer na cara dele o que sei e que ele sabe, ou esqueceu, que sei”, disse o deputado.

    “Ele deve estar ainda desorientado com tanto problemas pessoais, e talvez queira mais alguns. Jair Bolsonaro, se fosse o mínimo racional, deveria saber que nunca fui um dos seus vassalos. Se ele acha que já não tem com o que se preocupar, que faça o que acha que deve fazer”, concluiu Lemos.