Saiba quem é ACM Neto, que disputa o 2º turno na Bahia

O candidato enfrentará Jerônimo Rodrigues (PT) no próximo dia 30

Felipe Pereira, colaboração para a CNN Brasil
Compartilhar matéria

Antônio Carlos Magalhães Neto, ou ACM Neto (União Brasil), avançou para o segundo turno da eleição para governador da Bahia. Ele enfrentará Jerônimo Rodrigues (PT).

Nascido em Salvador em 26 de janeiro de 1979, ele é neto do ex-governador e ex-senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) e sobrinho de Luís Eduardo Magalhães, que presidiu a Câmara dos Deputados.

É advogado formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e ingressou na política com o incentivo do avô. Aos 18 anos, em 1997, filiou-se ao antigo PFL, mesmo partido dos familiares.

Dois anos depois, assumiu a diretoria do PFL Jovem, braço da sigla que tentava levar jovens à carreira política.

Foi assessor da secretaria de Educação do Estado da Bahia entre 1999 e 2002, quando disputou um cargo público em eleições pela primeira vez. Concorreu a deputado federal e se elegeu com a maior votação do PFL baiano.

Participou da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios em 2006 e se reelegeu no mesmo ano.

Em dezembro do mesmo ano, em Salvador, foi atacado com golpes de faca por uma mulher que dizia estar indignada com o aumento de salário dos parlamentares, aprovado pelo Congresso Nacional uma semana antes do crime. Ele ficou um dia internado. A mulher foi presa, indiciada por tentativa de homicídio.

Em 2008, um ano depois de o PFL mudar de nome para Democratas (DEM), ACM Neto tentou se eleger prefeito de Salvador, chegou a liderar as pesquisas de opinião, mas ficou em terceiro lugar, com 26,68%.

Nas eleições de 2010, foi reeleito deputado federal com a maior votação do Brasil e a oitava do país.

Em 2012, candidatou-se mais uma vez à prefeitura de Salvador e, desta vez, venceu no segundo turno com 53% dos votos, contra 46% de Nelson Pelegrino (PT).

Quatro anos depois, ACM Neto se reelegeu no primeiro turno com 74% dos votos, contra 15% de Alice Portugal (PC do B).

Em 2018, assumiu a presidência nacional do DEM, em substituição a Agripino Maia.

ACM Neto foi um dos coordenadores da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência naquele ano.

No segundo turno da eleição presidencial, disse ter votado em Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou que não era adepto às ideias do então candidato.

Durante a pandemia de Covid-19, se uniu com o governador da Bahia, Rui Costa (PT), para adotar medidas sanitárias.

Em 2019, foi contrário a uma possível fusão entre o DEM e o PSL, mas, após as eleições municipais de 2020, foi quem liderou as conversas para a unificação das legendas. Em 2022, com a criação do União Brasil, tornou-se secretário-geral do novo partido.

Nas eleições deste ano, se envolveu em uma polêmica ao se autodeclarar pardo. Atacado por adversários, ACM Neto negou que tenha feito bronzeamento artificial -- como especulado nas redes sociais --, e disse que em 2016 já tinha apresentado um documento afirmando que era pardo.

Declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônio de R$ 41.718.572,69.

Casado desde dezembro de 2020 com Mariana Barreto, tem duas filhas com a ex, Lídia Salles: Lívia e Marcela.