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    Saiba quem é Léo Índio, alvo pela segunda vez da Operação Lesa Pátria

    Primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi candidato a deputado distrital em 2022

    Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, é primo de três filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro
    Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, é primo de três filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro Reprodução/Redes sociais

    Leonardo Ribbeiroda CNN

    Brasília

    De assessor informal a candidato a deputado distrital. Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, é primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sempre foi mais próximo do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quem é considerado por pessoas próximas “uma sombra”.

    Quando morava no Rio de Janeiro, Léo Índio teve seu nome envolvido no escândalo da “rachadinha”, que revelou um esquema de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que repassavam parte do salário ao gabinete do atual senador Flávio Bolsonaro (PL).

    Léo Índio teve o sigilo bancário quebrado no âmbito da investigação, por ocupar cargo na Alerj entre 2006 e 2012.

    Anos depois, com a eleição de Bolsonaro para presidente da República, o sobrinho postiço mudou-se para Brasília. Ainda na transição, exercia a função informal de coordenador da segurança direta do presidente eleito.

    Após o início do mandato, tentou ser nomeado na Secretaria de Governo, com salário de R$ 13 mil. Sua atuação, segundo declarou em redes sociais, seria “caçar esquerdistas” no Palácio do Planalto. O chefe da pasta à época, general Santos Cruz, vetou a nomeação.

    Léo Índio não conseguiu cargo no governo. Mas não deixou de frequentar as instalações presidenciais. Era comum vê-lo pelos saguões palacianos e até em viagens oficiais, como a feita por Bolsonaro para verificar o rompimento de uma barragem em Brumadinho (MG).

    Também era frequente encontrá-lo rondando gabinetes no Congresso Nacional. E foi no Senado que finalmente conseguiu o primeiro emprego em Brasília.

    Assessor do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), Léo Índio tinha salário de quase R$ 23 mil. Apesar de não ter envolvimento com o caso, pediu exoneração quando o chefe foi pego numa operação da Polícia Federal sobre desvios na saúde durante a pandemia de Covid-19.

    Veja: Primo de filhos de Bolsonaro é alvo da Lesa Pátria


    Léo Índio deixou a função, mas não ficou desamparado. Foi nomeado auxiliar administrativo na liderança do PL no Senado. Foi exonerado seis meses depois, diante de denúncias de que era funcionário fantasma.

    Em 2022, tentou uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal com o nome “Léo Índio Bolsonaro”. Obteve 1.801 votos e não se elegeu.

    Com a derrota própria e a do “tio” Jair Bolsonaro, passou a intensificar a atuação nas redes sociais. E foi isso que deu munição para que a Polícia Federal o colocasse como alvo da Operação Lesa Pátria por duas vezes.

    Em uma das publicações, ele aparece em cima do Congresso Nacional no dia dos atos criminosos de 8 de janeiro. Nas redes sociais, após o vandalismo na capital federal, ele negou que tivesse feito parte de quebradeira. “Busquem os verdadeiros vândalos e também os covardes mascarados e fantasiados de patriotas”, escreveu.