Sâmia Bonfim e Major Fabiana defendem manifestações pró e contra Bolsonaro

Deputadas federais do PSOL-SP e do PSL-RJ, respectivamente, debatem na CNN os protestos que apoiam e criticam o presidente da República

Murillo Ferrari

Da CNN, em São Paulo

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Em debate na CNN nesta segunda-feira (1º), as deputadas federais Sâmia Bonfim (PSOL-SP) e Major Fabiana (PSL-RJ) defenderam, respectivamente, as manifestações contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Sâmia, que esteve nos atos na Avenida Paulista no domingo (31), disse que as manifestações são um recado de que a população não vai “tolerar a normalização da barbárie e do autoritarismo”.

“A situação é muito séria e o perigo autoritário por parte do presidente e dos seus apoiadores não é uma brincadeira”, afirmou a política. “Acho que a população brasileira se encontra em uma situação-limite. E chegou no limite porque as pessoas simplesmente não aguentam mais assistir essa escalada autoritária sem nenhum tipo de reação.”

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Já Fabiana disse que os apoiadores do presidente vão às ruas para defendê-lo porque não aguentam mais corrupção e “veem na pessoa do presidente Jair Bolsonaro um homem íntegro, justo e honesto, que apresenta os melhores primeiros 500 dias de governo que nosso país já teve”. 

“Eu vejo de forma positiva que essa pessoas estejam na rua defendendo a lei e a ordem, facilitando inclusive o trabalho da polícia, dos agentes de segurança pública que lá estejam para garantir a liberdade de expressão, o direito constitucional de ir e vir”, afirmou.

Ação da PM

As duas deputadas também divergiram sobre a atuação da Polícia Militar na contenção dos atos, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro.

Para Fabiana, a polícia foi “instada a trabalhar” contra o que ela chamou de “barbárie assassina hipócrita que tenta assolar os lares”.

“E vi uma polícia preservando vidas, permitindo que hoje a gente fale tão somente em depredação de patrimônio público e privado porque poderíamos estar aqui chorando vidas”, afirmou.

Já Sâmia considerou desproporcional a atuação da PM que, na opinião dela, atirou apenas contra os manifestantes contrários ao presidente.

“Não é possível que a polícia assista de braços cruzados essa escalada autoritária na Avenida Paulita e trate com tanta violência manifestantes que gritavam por democracia”, disse.

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