Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Sem apoio do governo, Renan Calheiros espera por Pacheco para instalar CPI da Braskem

    Requerimento tem assinaturas da base aliada e da oposição, mas enfrente resistência do PT

    Calheiros foi denunciado em 2017 pela Procuradoria-Geral da República (PGR)
    Calheiros foi denunciado em 2017 pela Procuradoria-Geral da República (PGR) Waldemir Barreto/Agência Senado

    Tainá Falcãoda CNN

    O líder da maioria no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou à CNN que espera pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para instalar a CPI da Braskem. Pacheco teria prometido fazer a leitura do requerimento ainda nesta semana, segundo Calheiros.

    O requerimento já tem 45 assinaturas, 18 a mais do que o necessário. Mesmo assim enfrenta resistência de ala da base do governo, em especial do próprio PT.

    A petroquímica foi responsável pelo afundamento de solo em ao menos cinco bairros de Maceió no começo de 2023. Cerca de 50 mil pessoas ficaram desabrigadas na cidade.

    A avaliação, contudo, é de que a investigação contra a Braskem pode afetar a Petrobras no processo de venda da parte da Novonor (ex-Odebrecht). A estatal é dona de 36% das ações da empresa.

    Na lista de assinaturas pela CPI, constam nomes da base e da oposição. Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) e Damares Alves (Republicanos-DF), por exemplo, aparecem lado a lado, mas só um senador petista assina a lista: Paulo Paim.

    Renan Calheiros argumenta que a CPI não está contra ninguém, mas a favor de Alagoas.

    “A CPI não é contra o governo, nem contra a Petrobras, mas a favor de Alagoas e pela reparação desse monstruoso crime ambiental pela Braskem”, disse.

    Além da CPI, o parlamentar também entrou com ação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Nela, pede a suspensão da venda da Braskem até que todas as indenizações sejam pagas.

    Em nota, a companhia afirma que tem implementando “ações para resolver o tema de forma definitiva desde o início, e em conformidade com os acordos assinados com as autoridades competentes. Estão sendo realizadas ações junto às comunidades dos bairros afetados e diálogos constantes com todos os envolvidos.”

    Em julho, a empresa anunciou que acertou acordo com Maceió para pagamento de R$ 1,7 bilhão relacionado à indenização, compensação e ressarcimento da cidade por conta dos danos causados.