Senado encomenda retrato a óleo de Alcolumbre para galeria de ex-presidentes

obra custou R$ 8,9 mil e ficará pendurada na galeria de ex-presidentes quando ele deixar o comando da Casa em fevereiro

Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP) Foto: Marcos Oliveira - 19.fev.2020/Agência Senado

Teo Cury, da CNN, em Brasília

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O Senado Federal encomendou, no início de dezembro, um retrato em óleo sobre tela do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A obra custou R$ 8,9 mil e ficará pendurada na galeria de ex-presidentes quando ele deixar o comando em fevereiro.

Todos os senadores que antecederam Alcolumbre na presidência foram “imortalizados” na galeria, que fica no Salão Nobre do Senado, em Brasília.

A pintura a óleo para homenagear os ex-comandantes é uma tradição no Senado e é diferente do que se vê na sede dos outros Poderes.

No Palácio do Planalto, na Câmara dos Deputados e no Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, os ex-presidentes são retratados em fotografias.

Alcolumbre deixa a presidência no dia 1º de fevereiro, quando será realizada uma nova eleição para a Mesa Diretora do Senado.

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O senador tentou viabilizar sua reeleição ao posto para o qual foi eleito em 2019, mas acabou impedido por determinação do STF, que vetou a recondução no dia 6 de dezembro.

O artista plástico que ficará responsável pela obra é Urbano José Pibernat Villela, 78. Pintor desde 1960, Villela, ele foi contratado pela primeira vez em 2005 para retratar os presidentes do Senado desde o Império. Villela é o autor de todos os quadros desde então.

Dos retratos expostos na galeria de ex-presidentes, o de Alcolumbre será o mais caro. A obra de Eunicio Oliveira (MDB-CE), que presidiu o Senado de 2017 a 2018, custou R$ 6.950. O retrato de Renan Calheiros (MDB-AL), presidente do Senado de 2013 a 2017, saiu por R$ 8,2 mil.

Urbano Lago Villela Neto, filho do artista e responsável pelo ateliê do pai, explica que o aumento no valor cobrado é resultado de uma correção monetária de 8,5% ao longo de dois anos.

Em nota, a assessoria de imprensa presidência do Senado, informou que o aumento no valor do quadro no período de dois anos “não causa espécie”.

“A inflação do período, por si só, explica o ‘reajuste’ como atualização monetária, ainda que a obra de um artista não esteja atrelada à lógica da economia”, alega a assessoria. 

Todos os retratos em óleo sobre tela têm 40 por 50 centímetros, são emoldurados em madeira de cor marrom e têm placa de identificação em metal. 

O site do ateliê do artista informa que o valor de cada obra depende das dimensões da tela e da complexidade. 

Mas telas nas dimensões que o Senado contratou costumam sair por R$ 10,5 mil se encomendadas diretamente no site do artista, de acordo com valores atualizados em janeiro de 2020.

O filho do artista explica que o valor cobrado não é o mesmo, por se tratar de uma encomenda específica do Senado.

“Só o fato de ser uma exposição pública já a torna uma encomenda diferente. É normal que o preço seja diferenciado em favor do Senado”, explicou.

“Hoje, esses órgãos públicos têm tantos gastos supérfluos que uma simples economia de uma luz num setor tenho certeza que dá um valor muito superior que o do quadro”, disse.

“Daqui a 200, 300 anos [o quadro] vai estar exatamente igual. Ou seja, isso é uma valorização da história do Senado e da história do Brasil e ainda valorizando um artista brasileiro que mora em Brasília”, afirmou. 

O gabinete de Alcolumbre já enviou uma fotografia de alta qualidade do senador, que servirá de modelo para a pintura.

A expectativa, de acordo com o filho do artista, é a de que o retrato seja entregue ao Senado ainda em janeiro.

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