Senadores pedem cargo de Abraham Weintraub para Bolsonaro

A cadeira de Abraham Weintraub é visada há meses, mas a situação se complicou nas últimas semanas, após o titular da Educação xingar ministros do STF

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação Abraham Weintraub se abraçam em cerimônia no Palácio do Planalto
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação Abraham Weintraub se abraçam em cerimônia no Palácio do Planalto Foto: Adriano Machado/Reuters (9.abr.2019)

Basília Rodriguesda CNN

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Com o enfraquecimento de Abraham Weintraub no posto de ministro da Educação, um grupo de senadores entrou na disputa pela sucessão da cadeira. Há insatisfação no Senado motivada pela falta de um integrante da casa no time de ministros do governo.

“Há deputados, ex-parlamentares, militares mas não tem senador”, afirmou à CNN uma liderança do centrão. Atualmente, há senadores emedebistas em lideranças do governo junto ao Congresso. “Eu acho que um senador do MDB deveria ocupar a vaga de ministro”, afirmou outro parlamentar. 

Atualmente, o MDB preside a Comissão de Educação do Senado, com o senador Dário Berger. Ao todo cinco emedebistas fazem parte da comissão, entre eles Confúcio Moura. Fora da comissão, a senadora Simone Tebet, que é professora, também teve o nome citado por lideranças do Senado para substituir Weintraub.

A pasta da Educação é considerada muito “ideologizada” e, entre muitos olhares, também atrai o interesse de grupos religiosos. 

A cadeira de Weintraub é visada há meses. Mas a situação se complicou nas últimas semanas, após o titular da Educação xingar ministros da suprema corte de “vagabundos” e ser ouvido em um inquérito por racismo. “Weintraub já foi! Há alguns dias, ganhou viabilidade a saída dele”, afirmou um ex-ministro de governo que hoje tem mandato na Câmara. 

“Bolsonaro recua quando vê publicado na imprensa. Estava tudo certo para tirar o Weintraub antes, mas aí saiu na imprensa, e ele ficou”, disse um amigo do presidente Jair Bolsonaro.

A coluna tentou contato com o próprio Abraham Weintraub. Ele respondeu que “infelizmente” não pode falar agora. Oficialmente, o Ministério da Educação, por meio da assessoria, informou que Weintraub não irá pedir demissão e que as notícias sobre esse pedido não procedem.

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