Sidney Rezende: Brasil precisa de reforma partidária decente e profunda

No Liberdade de Opinião desta terça-feira (8), o jornalista analisa o que mudaria no jogo da política com o possível deslocamento de bolsonaristas ao Patriota

Da CNN, em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta terça-feira (8), o jornalista Sidney Rezende avalia o racha no partido Patriota após possível filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).  Rezende defende uma reforma partidária para se evitar “partidos de aluguel” em vésperas de eleições.

“Todas as vezes que alguém com viabilidade eleitoral, com poder, prestígio, com condição real de vencer eleição — caso específico desta entrada do presidente Jair Bolsonaro para se filiar a um novo —, acontece sempre esse tipo de coisa.”

“É preciso ter uma reforma partidária no Brasil, decente e profunda, porque toda vez e em toda eleição, tem o que no passado se chamava ‘partido de aluguel’, que são os partidos pequenininhos que estão ali um pouco disponíveis”, complementa.

O processo de filiação de Bolsonaro, conduzido internamente pelos dirigentes da legenda, foi considerado pelo vice-presidente do Patriota, Ovasco Resende, como um “golpe”. Como resposta, Resende sinalizou que garantiria a candidatura de Bolsonaro para a eleição presidencial em 2022. 

“Se houve ou não o golpe, a Justiça vai decidir isso, eu não sei exatamente esse detalhe para contar. Sei as versões, mas não sei o fato concreto. Quem é que tem razão? A justiça decide. Mas que altera essa regra do jogo, altera”, aponta Sidney Rezende.

Na avaliação do jornalista, a filiação de Bolsonaro e seus filhos levaria outros outros apoiadores ao partido. “Aqueles bolsonaristas que estavam no Republicanos ou que estão em outros partidos, no momento em que o presidente, de fato, assinar a ficha de filiação, vão todos para este novo partido para robustecer.”

Liberdade de Opinião: Sidney Rezende
Liberdade de Opinião: Sidney Rezende
Foto: CNN Brasil (08.jun.2021)

O Liberdade de Opinião tem a participação de Sidney Rezende e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou de seus funcionários.

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