Sidney Rezende: Manifestações evidenciam o maior desgaste do governo Bolsonaro

No quadro Liberdade de Opinião, jornalista analisa manifestações contra o presidente da República realizadas em todo o país no fim de semana

Da CNN, em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta segunda-feira (5), Sidney Rezende repercutiu as manifestações contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), realizadas em diversas capitais e cidades brasileiras no fim de semana.

Nos atos, o público levou faixas e bandeiras que pediam o impeachment de Bolsonaro e questionavam as mais de 500 mil mortes em decorrência da Covid-19. Nos últimos dois meses, essa é a terceira manifestação organizada por opositores do governo.

“Do ponto de vista político, só consegue se posicionar, avançar e dizer o que se pensa se manifestando. E onde se manifesta: pelas redes sociais, através de contato com amigos, pressões no deputado federal e senador ou indo para as ruas. Se nós não estivéssemos em pandemia, certamente o Brasil já estaria numa ebulição muitos pontos acima do que está agora”, analisou o jornalista.

“Se anteriormente não tinha espaço para manifestações oposicionistas no Brasil e, hoje, tem, só mostra que o governo sofre um desgaste — o maior desgaste desde o início do mandato do presidente Bolsonaro”, disse Rezende. “Em alguns momentos, o governo mostra falta de articulação, não tem respondido prontamente às acusações que tem recebido e isso é muito ruim.”

“A CPI, de fato, criou um desgaste e atraso para o governo e isso fará com que se cresça manifestações e insatisfações da população, que podem ser exemplificados em movimentos da ruas ou pedidos de impeachment mesmo. (…) Se a eleição fosse hoje, os efeitos negativos de tudo não levariam Bolsonaro à reeleição.”

O Liberdade de Opinião tem a participação de Sidney Rezende e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Sidney Rezende no quadro Liberdade de Opinião
Sidney Rezende no quadro Liberdade de Opinião
Foto: CNN Brasil (5.jul.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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