“Sistema é confiável”, diz Lira em defesa das urnas eletrônicas

Presidente da Câmara disse ainda que o atual sistema de governo não facilita reformas no país

Presidente da Câmara, Arthur Lira
Presidente da Câmara, Arthur Lira Adriano Machado - 14.set.2021/Reuters

Gabrielle VarelaJoão Victor Soaresda CNN

Brasília

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O presidente da Câmara Arthur Lira defendeu, nesta terça-feira (10), a legitimidade das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro, uma vez que foi eleito por esse método desde o início da vida política. A afirmação foi feita durante o evento Brazil & The World Economy realizado pelo BTG Pactual em Nova York.

“A polarização vai se dar num momento específico da eleição o povo vai escolher (…) sem o eufemismo de que aquela urna presta ou não presta, eu fui eleito nesse sistema durante seis eleições e não posso dizer que esse sistema não funciona, o sistema é confiável. Precisa de ajustes? Precisa, mas é importante que tenhamos tranquilidade política no pleito”, afirmou.

Lira falou sobre a importância do controle dos poderes entre as instituições para que o Brasil funcione como uma democracia estável. “Sempre priorizamos e lutamos para que os poderes se contenham com instituições fortes que tenham um encaminhamento de qualquer que seja o pleito eleitoral.”

O presidente da Câmara destacou ainda a dificuldade de gestão do Brasil por meio do sistema presidencialista, e pediu apoio às discussões sobre o sistema de governo semipresidencialista para entender “qual responsabilidade na gestão, qual responsabilidade no ônus.”

Para ele, atualmente não é possível fazer grandes reformas. “O modelo que aí está não vai permitir nunca que reformas estruturantes de grande porte, andem na sua plenitude no Brasil, porque nós sempre teremos um presidente da república refém de 70, 80 milhões de brasileiros para conseguir a sua reeleição,” disse Lira.

Lira afirmou também que independente de qual presidente for eleito, o Congresso Nacional continuará sendo reformista. “Será um congresso liberal, será um congresso de centro direita, que dará um rumo para que o Brasil continue no caminho dessas formações necessárias que a população exige e precisa”, concluiu.

Por fim, o parlamentar alagoano também falou sobre a inflação e as altas de preços dos combustíveis, culpando a pandemia e a guerra entre Rússia e Ucrânia por esse aumento, lamentando que o aumento ocorreu em um ano eleitoral, segundo ele isso pode aumentar a temperatura da polarização.

“Nós já tivemos inflação mais baixa, o problema inflacionário hoje não é só no Brasil. É um problema mundial advindo da pandemia onde os preços sofreram um impacto maior e de um processo de crise de combustíveis pela guerra Rússia e Ucrânia.”

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