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    STF batiza museu da Corte com nome do ministro Sepúlveda Pertence

    Ex-presidente do Supremo e do TSE morreu em julho

    Sepúlveda Pertence morreu em julho deste ano
    Sepúlveda Pertence morreu em julho deste ano Arquivo - Fernando Frazão/Agência Brasil

    Lucas Mendesda CNN

    Brasília

    O Supremo Tribunal Federal (STF) batizou nesta quarta-feira (16) com o nome do ministro Sepúlveda Pertence o museu da Corte.

    Ministro da Suprema Corte por mais de 18 anos, Pertence morreu no começo de julho por um quadro de insuficiência respiratória.

    A cerimônia reuniu integrantes atuais e aposentados do Supremo, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, além de familiares e amigos.

    Na cerimônia, a presidente da Corte, ministra Rosa Weber, disse que teve duas “grandes tristezas” em 2023: os atos de 8 de janeiro, que levaram à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, e a morte de Pertence.

    “Um democrata corajoso de cultura jurídica e talento. Sempre aprendi muito com seus votos primorosos e a lucidez das soluções”, disse Weber.

    O museu do STF fica no subsolo do edifício-sede da Corte.

    José Paulo Sepúlveda Pertence morreu em 2 de julho, aos 85 anos, de insuficiência respiratória. O velório foi realizado no Salão Branco do STF. Participaram ministros atuais e aposentados da Corte, além de autoridades, familiares e amigos.

    Sepúlveda Pertence foi indicado à Suprema Corte pelo ex-presidente José Sarney, em maio de 1989, e exerceu o cargo de ministro por mais de 18 anos até sua aposentadoria, em agosto de 2007. Ele presidiu a Corte entre 1995 e 1997, substituindo o ex-ministro Octavio Gallotti.

    Antes de ocupar uma cadeira no STF, Sepúlveda Pertence foi procurador-geral da República entre 1985 e 1987.

    Já no Supremo, ele também fez parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Corte a qual presidiu em duas ocasiões: entre 1993 e 1994 e entre 2003 e 2005.

    Em 2018, Sepúlveda Pertence chegou a atuar na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante dos processos que tramitavam contra o petista no Supremo.

    Durante o processo eleitoral de 2022, Sepúlveda Pertence foi um dos 12 ex-ministros do STF que assinaram a “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito”.

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