STF condena "Major Ronald" a 56 anos pela morte de Marielle Franco
Policial militar reformado é apontado pela PF como ex-chefe de milícia no Rio; no caso Marielle, foi responsável por monitorar rotina da vereadora e repassar informações aos assassinos
Acusado de monitorar a rotina da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em 2018, Ronald Paulo de Alves Pereira, conhecido como “Major Ronald”, foi condenado a 56 anos em regime inicial fechado pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).
À época do crime, Ronald era um policial militar reformado. Foi apontado pela PF (Polícia Federal) como ex-chefe da milícia da Muzema, na Zona Oeste do Rio.
A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) afirma que o major teria monitorado a rotina de Marielle para repassar informações sobre deslocamento e compromissos da vereadora para Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, que foram condenados por efetuar os disparos.
O major foi condenado pelos seguintes crimes:
- duplo homicídio;
- tentativa de homicídio.
O policial perdeu o seu cargo público, e o seu posto e patente na Polícia Militar. Assim como os demais condenados, ficará inelegível a partir do trânsito em julgado (quando não couber mais recursos e o resultado do julgamento for definitivo). Até lá, ficam suspensos os seus direitos políticos, incluindo o direito ao voto.
Os cinco réus também foram condenados a pagar uma indenização de R$ 7 milhões, de forma dividida, para os familiares de Marielle e Anderson.
Ronald não foi o único policial envolvido no caso. Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil do Rio à época do crime, também foi condenado. Rivaldo ofereceu garantia de impunidade aos mandantes do assassinato, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão.
A vereadora Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro, junto com seu motorista Anderson Gomes. Segundo a PGR, o crime foi motivado por embates políticos que Marielle tinha com os irmãos Brazão sobre projetos de regularização urbana e uso do solo.


