"STF fez justiça", diz defesa de general absolvido por plano de golpe

Primeira Turma do Supremo entendeu que houve ausência de provas para condenar Estevam Theophilo

Jussara Soares, da CNN Brasil, Brasília
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A defesa do general da reserva Estevam Theophilo afirmou, nesta terça-feira (18), que o STF (Supremo Tribunal Federal) “fez justiça” ao absolvê-lo das acusações ligadas ao plano de golpe de Estado.

A manifestação foi divulgada após a Primeira Turma da Corte considerar o militar como inocente. Esta foi a primeira absolvição total dos crimes apontados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) feita pelo colegiado.

Em nota, o advogado Diogo Musy diz que a decisão restabelece a "dignidade" e "honra" do general e confirma "sua lealdade ao Exército brasileiro".

“A defesa do General Estevam Theophilo vem a público compartilhar que o Supremo Tribunal Federal fez Justiça ao decidir pela sua absolvição contra as indevidas acusações de participação nos crimes de organização criminosa, de atentado às Instituições Democráticas e de auxílio aos atos danosos de 8 de janeiro, restabelecendo sua dignidade, honra e, em especial, confirmando sua lealdade ao Exército Brasileiro, aos seus Comandantes e à Pátria", diz a nota.

Theophilo foi absolvido no julgamento do núcleo 3 da trama golpista, que reúne nove militares — entre eles integrantes das Forças Especiais do Exército, os chamados “kids pretos” — e um agente da Polícia Federal.

Segundo a PGR, o grupo teria planejado o assassinato de autoridades e tentado convencer setores do Exército a aderirem ao plano.

Relator das ações, o ministro Alexandre de Moraes afirmou não haver provas suficientes para condenar o general. Ele citou a mudança do depoimento do então comandante do Exército, general Freire Gomes, e observou que os únicos elementos que restaram contra Theophilo são oriundos da delação de Mauro Cid.

Moraes foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, ministro Flávio Dino.