STF julga no dia 25 de fevereiro decisão de Dino sobre penduricalhos

Ministros vão analisar no plenário ato que suspendeu verbas indenizatórias sem base legal

Fernanda Fonseca, da CNN Brasil, Brasília
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O Supremo Tribunal Federal marcou para 25 de fevereiro o julgamento, no plenário, da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento dos chamados “penduricalhos” a servidores públicos. A medida vale para todos os níveis da federação: federal, estadual e municipal.

A decisão foi concedida em caráter liminar e, por isso, será submetida ao referendo do plenário da Corte. A sessão ocorrerá no plenário físico, ou seja, presencialmente.

Ao proferir a decisão nesta quinta-feira (5), Dino chamou atenção para o uso que classificou como inconstitucional das chamadas “verbas indenizatórias”. Segundo o ministro, esse tipo de pagamento deve ser excepcional e destinado exclusivamente a ressarcir despesas efetivamente realizadas pelo servidor em razão do trabalho.

Para Dino, porém, muitas dessas verbas têm natureza remuneratória e não podem ficar fora do teto constitucional, que estabelece o limite máximo de remuneração no serviço público.

"O teto remuneratório não afasta o direito do servidor de receber parcelas indenizatórias destinadas a recompor os gastos por ele efetivados em razão do próprio serviço. Esses valores, entretanto, devem manter correspondência com o ônus financeiro suportado pelo servidor no desempenho de sua atividade funcional, sob pena de converterem-se em indevidos acréscimos de natureza remuneratória dissimulados de indenização", afirma o ministro.

Ainda segundo o ministro, a ampliação do rol de benefícios classificados como indenizatórios tem contribuído para a formação de supersalários, sem respaldo no direito brasileiro ou internacional.