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    STJ decide manter investigação do caso Marielle no Rio

    Em seu voto, a ministra Laurita Vaz, relatora do processo, afirmou que "não há sombra de descaso" por parte dos investigadores

    Por oito votos a zero, a Terceira Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quarta-feira (27) manter no Rio de Janeiro a investigação do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. A informação foi apurada pelo analista da CNN Caio Junqueira.

    Até hoje não se sabe quem são os mandantes do crime, cometido em 14 de março de 2018. Dois suspeitos de terem executado o crime, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, estão presos. A investigação é conduzida pelo Ministério Público do estado do Rio e a Polícia Civil fluminense.

    Em setembro do ano passado, a então procuradora-geral da República Raquel Dodge pediu para federalizar a investigação. O pedido foi posteriormente endossado pelo atual procurador-geral da República, Augusto Aras. A família de Marielle, porém, defende que o processo continue a tramitar no Rio.

    Em seu voto por manter o caso no Rio, a ministra Laurita Vaz, relatora do processo, afirmou que “não há sombra de descaso, desinteresse, desídia ou falta de condições pessoais ou materiais das instituições estaduais encarregadas por investigar, processar e punir os eventuais responsáveis pela grave violação a direitos humanos decorrente dos homicídios de Marielle e Anderson.”

    Segundo a magistrada, ao contrário, “constata-se notório empenho da equipe de policiais civis da Delegacia de Homicídios e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (…), o que desautoriza o atendimento ao pedido de deslocamento do caso para a esfera federal.”

    Nos bastidores, integrantes do governo federal defendiam a federalização do caso, pois avaliam que o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), tem interesses políticos na investigação e tentaria envolver a família Bolsonaro no caso. O presidente Jair Bolsonaro, porém, já disse preferir que o caso fique no Rio.

    No Twitter, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), colega de partido e amigo de Marielle, comemorou a decisão do STJ.

    “Vencemos a batalha no STJ! Já temos maioria e a federalização das investigações foi rejeitada. Decisão que respeita a Constituição e a família de Marielle e Anderson. Seguiremos lutando por Justiça! #FederalizaçãoNão”, postou.