Tarcísio, Zema e Michelle participam de ato pela anistia na Av. Paulista
Manifestação contou com críticas ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e pedidos pela anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro
Os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Romeu Zema (Novo), e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) marcaram presença em um ato pela anistia neste domingo (7), data que também marca o Dia da Independência do Brasil. A manifestação aconteceu na avenida Paulista, em São Paulo.
O movimento se concentrou às 15h e dispersou por volta de 17h.
O governador paulista chegou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmando não aguentar mais a "tirania" de um magistrado como Moraes.
Tarcísio também pressionou Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, para que paute o projeto de anistia para os condenados atos ataques de 8 de janeiro de 2023 no plenário.
“Qual o recado que a gente vai dar para o Hugo Motta?”, perguntou Tarcísio, enquanto os presentes gritavam “anistia já”. Em seguida, ele afirmou: “Presidente de Casa nenhuma pode conter a maioria da vontade do Plenário, de mais de 350 parlamentares. Então, Hugo: paute a anistia. Deixe a Casa decidir — e tenho certeza que ele vai fazer isso”.
Já a ex-primeira dama, que também preside o PL Mulher, chorou ao discursar no trio elétrico junto aos outros políticos de direita. Michelle mencionou uma "ditadura judicial" contra o marido, Jair Bolsonaro, e também exibiu um áudio do ex-mandatário que, segundo ela, teria sido tirado da internet.
Bolsonaro está em prisão domiciliar após descumprir medidas cautelares referentes à utilização de redes sociais por terceiros. Em outras manifestações recentes, vídeos de Bolsonaro com recados para manifestantes foram exibidos e depois apagados pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Manifestações pelo país
Na capital federal, o ato bolsonarista reuniu parlamentares como Jaime Bagattoli (PL-RO), Zé Trovão (PL-SC), Mario Frias (PL-SP), Alberto Fraga (PL-DF), Damares Alves (Republicanos-DF) e Bia Kicis (PL-DF).
Os discursos foram marcados por ataques ao STF e à condução do julgamento da chamada “trama golpista”, que apura a tentativa de Bolsonaro e aliados de reverter o resultado das eleições de 2022.
“Bolsonaro não cometeu nenhum crime. Eleição sem Bolsonaro é golpe”, disse Mario Frias. Bia Kicis afirmou: “Somos a voz do Bolsonaro. Somos o exército da liberdade e justiça”.
Um áudio breve de Michelle Bolsonaro foi tocado no carro de som, e os presentes denunciaram o que chamam de perseguição política. “Idosos foram presos. Débora do Batom e outras pessoas condenadas a penas piores que assassinos”, afirmou Frias.
No Rio de Janeiro, a manifestação se concentrou na orla de Copacabana, com bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos. Participaram do ato o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o governador Cláudio Castro (PL-RJ).
Manifestações organizadas pela esquerda também aconteceram neste domingo. Na outra ponta, movimentos de esquerda promoveram atos em defesa da soberania nacional, justiça social e taxação dos super-ricos. Em Brasília, o Grito dos Excluídos reuniu manifestantes entre o Setor Bancário Sul e a plataforma superior da Rodoviária, com concentração na Praça Zumbi dos Palmares, no Conic. O tema deste ano foi “Vida em Primeiro Lugar”.
*Publicado por Maria Clara Matos