"Tem que ir, né?", diz Alcolumbre sobre conciliação do IOF

Audiência foi marcada para 15 de julho por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes

Gabriela Boechat, da CNN, Brasília
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Questionado nesta terça-feira (8) se participará da audiência de conciliação convocada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), respondeu em tom bem-humorado: “Tem que ir, né?”.

A declaração foi na chegada de Alcolumbre ao Congresso Nacional e faz referência à audiência marcada para o dia 15 de julho, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Na última sexta-feira (4), Moraes suspendeu os efeitos de atos do governo federal e do Congresso Nacional relacionados ao aumento do IOF e determinou a realização de uma audiência de conciliação entre os Poderes para debater o tema.

O ministro também deu prazo de cinco dias para que o Executivo justifique os motivos da elevação da alíquota e para que o Congresso explique a decisão de derrubar o decreto presidencial.

Segundo apurou a CNN, Moraes pode rever a liminar que suspendeu os atos, dependendo do resultado da audiência. Ele já discutiu o assunto com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante agenda em Lisboa. Os dois devem retomar o diálogo nos próximos dias.

Crise do IOF

A crise entre os Poderes teve início em maio, quando o governo federal editou um decreto aumentando as alíquotas do IOF como forma de elevar a arrecadação e cumprir o novo arcabouço fiscal.

A medida gerou forte reação negativa entre parlamentares e no mercado financeiro. Diante disso, o Executivo recalibrou o aumento e propôs alternativas negociadas com líderes partidários e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Mesmo com os ajustes, as críticas persistiram. Duas semanas depois, a Câmara e o Senado aprovaram no mesmo dia um projeto de decreto legislativo (PDL) para derrubar o aumento do IOF promovido pelo governo.