‘Tempo deixou claro que acusações de Moro eram absurdas’, diz líder do governo

Senador Eduardo Gomes disse não ver 'necessidade' de que presidente Jair Bolsonaro deponha pessoalmente

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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O senador Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso Nacional, afirmou nesta sexta-feira (11) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) respeita o Supremo Tribunal Federal (STF), mas discorda da necessidade de que ele preste depoimento por escrito à Corte.

Bolsonaro é citado na investigação iniciada a partir das declarações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que acusou o presidente de ter a intenção de interferir politicamente na Polícia Federal.

Eduardo Gomes afirma que, com o tempo, as declarações de Moro perderam força e que não se confirmou a intervenção que o ex-juiz havia dito que aconteceria.

“O tempo se encarregou de deixar muito claro que eram absolutamente absurdas as afirmações do ex-ministro. Elas sumiram no tempo, sem consistência”, disse o senador, em entrevista às âncoras Daniela Lima e Carol Nogueira.

Auxílio emergencial

Questionado se há a possibilidade que o Congresso voltar as parcelas adicionais do auxílio emergencial ao patamar de R$ 600 , o senador Eduardo Gomes afirmou ter “certeza de que o que vai imperar é o bom senso”.

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O líder do governo afirma que os discursos que cobram um valor maior têm caráter “demagógico” ou de “irresponsabilidade fiscal”.

O parlamentar comentou a declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que 82% dos que acompanham as suas redes sociais apoiam o auxílio em R$ 600.

“Se você perguntar sobre o auxílio em R$ 1000, eu tenho certeza que 100% das redes sociais vão ser a favor. É como perguntar se você quer ser feliz. Mas o bom senso vai imperar nessa questão”, afirmou.

(Edição: Sinara Peixoto)

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