Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Tenho certeza que tem o dedo de Deus na minha cabeça, diz Lula em agradecimento em show

    Presidente da República voltou ao Palácio do Planalto após ter sido preso e ter a condenação anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Janja da Siva durante discurso no palco do Festival do Futuro
    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Janja da Siva durante discurso no palco do Festival do Futuro Reprodução/YouTube

    Douglas Portoda CNN

    em São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, neste domingo (1º), no palco do Festival do Futuro, durante as festividades da posse, em Brasília, ter certeza que Deus colocou o dedo em sua cabeça por conseguir voltar à chefia do Executivo depois de tudo o que passou.

    “Eu tenho certeza que tem o dedo de Deus na minha cabeça. Porque não é possível passar pelo o que eu passei, sofri o que eu sofri, e por causa de vocês eu estou aqui outra vez, subindo a rampa do Palácio do Planalto para mostrar a vocês que é possível nós consertamos esse país”, afirmou Lula.

    Lula foi presidente entre 2003 e 2010, em dois mandatos consecutivos. Após 12 anos, o petista volta a comandar o país, depois de organizar uma frente ampla para disputar as eleições 2022. Ele venceu Jair Bolsonaro (PL) na disputa mais acirrada desde a redemocratização.

    Alvo de investigação na Operação Lava Jato, Lula foi preso em abril de 2018, condenado sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação envolvendo o triplex de Guarujá (SP).

    Lula permaneceu por 580 dias na prisão, em Curitiba, até novembro de 2019.

    Durante esse período, foi impedido de disputar a eleição presidencial de 2018. À época, o PT chegou a anunciar a candidatura de Lula, mas ela foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa.

    Em 2021, o ministro do STF Edson Fachin considerou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos porque, em seu entendimento, eles não tinham relação direta com a Petrobras.

    Posteriormente, a corte julgou o ex-juiz Sergio Moro, responsável pela condenação de Lula, como suspeito nas ações contra o petista.