‘Tenho formação de mediadora’, afirma Bia Kicis sobre risco de perder CCJ

Luciano Bivar, ameaça a escolha da deputada Bia Kicis para a Comissão de Constituição e Justiça, sob alegação de que houve quebra de acordo

Basília Rodriguesda CNN

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Em novo racha no PSL, o grupo do presidente da legenda, Luciano Bivar, ameaça a escolha da deputada Bia Kicis para a Comissão de Constituição e Justiça, sob alegação de que houve quebra de acordo.

Pelo acordo, firmado entre as alas bivaristas e bolsonaristas, Bivar assumiria a primeira secretaria da Câmara dos Deputados, sem enfrentar resistências. Em troca, não criaria empecilhos para ala que apoia o presidente Jair Bolsonaro comandar algumas das comissões mais importantes da casa.

Porém, ao contrário do que foi acordado, Léo Motta, que também é do PSL, lançou candidatura contra Bivar – o que irritou o grupo bivarista.

Além de Bia na CCJ, fazia parte do acordo, entregar a liderança do partido na Câmara para Vitor Hugo; a presidência da Comissão de Finanças e Orçamento para Felipe Franscechini; e a de Relações Exteriores para Eduardo Bolsonaro.

Apesar da confusão, a deputada Bia Kicis afirmou à CNN que não houve quebra de acordo, isso porque Léo Motta não teria sido lançado pelo grupo bolsonarista.

“O acordo foi cumprido. Bivar foi eleito. Não houve quebra de acordo. Eu vou presidir a CCJ”, disse à coluna. Bia também comentou as diversas críticas ao nome dela quanto à capacidade de articular propostas importantes que passam pela CCJ.

“Quem fala isso, não me conhece. Tenho formação de mediadora. Fui vice-presidente da comissão por um ano inteiro. Negociei várias propostas importantes, inclusive com votos da esquerda. Nunca tive problema de conversar”, disse.

Mas o clima não é amigável. “Uma ala do PSL raiz passou a defender que o processo de expulsão da Bia seja concluído por causa da quebra de acordo na indicação à mesa diretora. Ela pode sair prejudicada por isso”, afirmou o deputado Junior Bozella à CNN.

 

 

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