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    Eleições 2022

    Tenho lealdade ao Novo, que tem d’Avila como candidato, diz Zema à CNN

    Questionado sobre eventual aliança com PT, governador diz que partido fez “trabalho deplorável” em MG

    Douglas PortoElis Francoda CNN

    em São Paulo

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou, nesta segunda-feira (30), em entrevista à CNN, que mantém lealdade à pré-candidatura de seu partido à Presidência da República, com Luiz Felipe d’Avila, respondendo sobre um eventual apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “Vale lembrar também que eu estou no Partido Novo, que tem um candidato, que é o Luiz Felipe d’Ávila. Então, eu tenho uma lealdade ao partido. E fico muito preocupado quando se nacionaliza uma campanha”, afirmou Zema.

    Segundo o chefe do Executivo mineiro, seu foco é consertar Minas Gerais após a gestão de Fernando Pimentel (PT) (2015-2019). “Um estado que foi arruinado pelo PT na última gestão, 240 mil funcionários públicos tiveram o seu nome inscrito indevidamente no SPC/Serasa porque o [Fernando] Pimentel descontou o valor dos mesmos e não pagou aos bancos. Então o que nós tivemos aqui foram barbaridades dessa natureza, e até hoje eu estou aqui pagando esses erros do passado.”

     

    A pesquisa RealTime Big Data para a eleição para o governo de Minas Gerais divulgada nesta segunda-feira traz Zema à frente, com 43%, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), com 29%, que conta com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Questionado sobre eleitores que votam, segundo as pesquisas, nele para governador e em Lula para presidente, o governador negou qualquer acordo de não agressão com o PT, indicando que a sigla fez um trabalho “deplorável” no estado.

    “O PT foi uma lástima, um terror para Minas Gerais. Tudo o que tenho feito aqui exatamente no sentido é evitar que a turma que destruiu Minas Gerais, e que está junto com ex-prefeito de Belo Horizonte tenha sucesso nesse próximo pleito eleitoral, porque a receita deles é a receita do desastre.”

    Zema alega ter todo respeito pelo presidente Bolsonaro, expondo que sempre foi bem atendido em Brasília, com um diálogo envolvendo questões de Minas e da União.

    “Eu faço questão de me relacionar bem com o presidente. Independente de quem estiver lá [no Palácio do Planalto], num futuro mandato, caso eu permaneça governador, terei essa mesma posição.”

    Outro lado

    A CNN entrou em contato com Fernando Pimentel sobre as falas em que o ex-governador foi citado. Em resposta, Pimentel respondeu que Romeu Zema “mente”. “Não é verdade que 240 mil servidores foram para a lista do Serasa em anos passados”, afirma o ex-governador.

    “É compreensível essa obsessão contra o PT vinda do representante de uma legenda que segue à risca a cartilha neoliberal, ultrapassada e caduca, responsável pelo desmonte dos direitos trabalhistas, dos avanços sociais, da cultura, da distribuição de renda”, segue a nota.

    “Mesmo com uma arrecadação R$ 80 bi a mais do que a registrada em nosso período e com R$34 bi em caixa, graças aos aumentos exorbitantes dos preços da energia e da gasolina, maiores fontes do ICMS, Zema segue se lamuriando e sem governar. Continua obcecado com o passado, mas não consegue explicar por que o gigantesco saldo das contas do Estado não pode ser usado pra pagar o Piso da Educação e honrar o acordo com a Segurança, enquanto amplia as isenções fiscais para os amigos”, alega Fernando Pimentel.

    Debate

    CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

    Veja os possíveis candidatos à Presidência da República em 2022