Toffoli defende Aras e diz que procurador-geral sofre ‘críticas injustas’
Escolhido para o cargo mesmo sem estar na lista tríplice da categoria, Aras sofre resistência dentro do próprio MP por suposta proximidade com Bolsonaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou nesta segunda-feira (8) que o procurador-geral da República, Augusto Aras, é alvo de “críticas injustas”.
“Fica aqui a nossa solidariedade em relação às críticas injustas que lhe foram dirigidas, doutor Augusto Aras. E saiba dos meus respeitos e da minha admiração pessoal e institucional pelo trabalho de vossa excelência e de sua equipe”, disse Toffoli na abertura do Fórum Nacional das Corregedorias (Fonacor), organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Escolhido para o cargo mesmo sem estar na lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República, Aras sofre resistência dentro do próprio Ministério Público por suposta proximidade com o presidente Jair Bolsonaro.
Para Toffoli, no entanto, o procurador-geral “atua nos autos, sem fazer chama ou iluminação”, e não cai na “vaidade de achar que o holofote é a solução, quando não é”.
“Tem atuado com muita parcimônia. Tem atuado do ponto de vista a não trazer problemas. Exercendo suas funções. Tenho que dar meu testemunho. Exercendo suas funções com altivez, com firmeza, com liderança. Mas sem, como num passado infelizmente recente, fazer holofotes.”
Aras participou da videoconferência, mas não falou, assim como os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que também foram elogiados pelo presidente do STF por sua atuação à frente das Casas do Congresso e pela “defesa da democracia e das instituições”.
Em sua fala, Toffoli defendeu ainda que o Judiciário seja solidário com a sociedade e não aprove benefícios em causa própria num momento em que o país enfrenta uma pandemia. “Não haverá espaço para recomposição remuneratória”, alertou.