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    Torres esteve na Bahia para acompanhar obras da PF, não para atrapalhar eleições, dizem aliados

    Foto de encontro deve ser usada pela defesa como prova do que se tratava agenda de ex-ministro; Torres promete responder todas perguntas em depoimento marcado para esta segunda-feira na PF

    O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres
    O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres Marcelo Camargo/Agência Brasil - 09.nov.2021

    Basília Rodrigues

    O ex-ministro da Justiça Anderson Torres irá dizer à Polícia Federal que não esteve na Bahia, às vésperas do segundo turno das eleições, para organizar operação da Polícia Rodoviária Federal com intuito de atrapalha a votação.

    Com depoimento marcado na PF nesta segunda-feira (8), ele tem dito que responderá todas perguntas, afirmam interlocutores com quem a CNN conversou.

    A aliados, que estiveram com ele neste fim de semana, Torres contou que teria se deslocado até o estado para acompanhar obras da superintendência da PF. Uma foto em que aparece o ex-ministro e integrantes da polícia, com capacetes de obra, na data da visita, deve ser apresentada pela defesa como prova de que a viagem era oficial.

    A Bahia foi um dos principais celeiros de votos para o presidente Lula, nas eleições de 2022. A PF investiga se a ida de Torres ao estado no dia 24 de outubro teria razão eleitoral.

    No dia das eleições, diversos apoiadores de Lula publicaram nas redes sociais informações de que bloqueios da PRF nas estradas teriam atrasado e atrapalhado ida aos pontos de votação.

    Na ocasião, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, cobrou explicações do então diretor-geral da corporação Silvinei Vasques, que se dirigiu pessoalmente até o prédio do TSE para negar o intuito eleitoreiro das operações. De acordo com a PRF, a ação foi para coibir a compra de votos.

    O ministro Alexandre de Moraes afirmou em entrevista no TSE no dia que as operações não atrapalharam as eleições porque os ônibus não regressaram ao ponto de partida e seguiram até o destino: os locais de votação.

    Apesar disso, a Justiça Eleitoral afirmou que os relatos de suposta arbitrariedade da PRF seriam apurados mais detalhadamente pela Polícia Federal.