TRF-4 aceita pedido de defesa de Lula e suspende prazo de defesa na Lava Jato

Decisão emitida na véspera de Natal é valida para processo em que ex-presidente, Antonio Palocci e Paulo Okamotto foram denunciados por lavagem de dinheiro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Reprodução - 18.set.2020 / Reuters

Giovanna Bronze, da CNN, em São Paulo

Ouvir notícia

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), do Paraná, aceitou o pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender o prazo de resposta contra uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF). 

A decisão foi emitida às 17h38 de quinta-feira (24), véspera de Natal, e suspende temporariamente o processo da Operação Lava Jato até que a defesa tenha acesso aos documentos da denúncia.

“Certifico que às 16h55min de hoje [quinta-feira], em regime de plantão, recebi comunicação do TRF4 informando sobre decisão proferida no HC 50604125620204040000 (evento 3), que deferiu ‘o pedido liminar para interromper o prazo para a apresentação de resposta à acusação do paciente Luiz Inácio Lula Da Silva, até que seja oportunizado à defesa o efetivo acesso aos elementos acima especificados'”, diz a decisão.

Assista e leia também:
Exclusivo: Lava Jato queria prender Gilmar Mendes e Toffoli, diz hacker à CNN
10 movimentos que mostram que a Lava Jato morreu em 2020

A ação tem como réus o ex-presidente Lula, Antonio Palocci e Paulo Tarciso Okamotto. A denúncia foi feita pelo Ministério Público em 14 de setembro de 2020, acusando o ex-presidente, o ex-ministro da Fazenda e o presidente do Instituto Lula pelo suposto crime de lavagem de dinheiro por meio de doações entre dezembro de 2013 e março de 2020.

De acordo com o MPF, os valores ilícitos “foram repassados mediante quatro operações de doação simulada realizadas pelo Grupo Odebrecht em favor do Instituto Lula, cada uma no valor de R$ 1 milhão”.

A Justiça Federal aceitou a denúncia em 23 de outubro deste ano.

Mais Recentes da CNN