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    “Tudo vai ser apurado na forma da lei”, diz Haddad sobre investigação das joias

    Funcionário de carreira, Júlio César Vieira Gomes teria tentado usar do cargo à época para tentar liberar as joias apreendidas na alfândega de Guarulhos no governo Bolsonaro

    Elis BarretoLeonardo Ribbeiroda CNN

    São Paulo

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (6) que será investigada a conduta do ex-secretário Júlio César Vieira Gomes, da Receita Federal, no episódio das joias que integrantes do governo Jair Bolsonaro tentaram trazer ilegalmente ao Brasil.

    “Tudo vai se apurado na forma da lei. Não posso precipitar um processo sem garantir ao suspeito o direito de se defender”, afirmou.

    Funcionário de carreira, Vieira Gomes teria tentado usar do cargo à época para tentar liberar as joias apreendidas na alfândega de Guarulhos.

    Coincidentemente, logo após a última “investida”, na véspera do fim do mandato, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) criou cargos de adido em algumas embaixadas estratégicas destinados a funcionários da Receita.

    Júlio César Vieira Gomes foi indicado para ocupar o posto em Paris. Assim que assumiu, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reviu o ato do antecessor.

    “Me senti muito desconfortável com a criação desses adidos no exterior. Parecia uma coisa muito imprópria […] Hoje fica mais claro que alguma coisa estranha estava acontecendo e precisa ser apurada, investigada e eventualmente os responsáveis punidos”, explicou Haddad.

    A CNN procurou o ex-secretário no fim de semana e nesta segunda-feira (6), mas ele não respondeu as mensagens.