Ultimato do União Brasil completa uma semana com Sabino ainda no cargo

Presidente e ministro podem se reunir nesta sexta-feira (25) para colocar um ponto final na discussão

Pedro Teixeira, da CNN, em Brasília
Compartilhar matéria

O ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA), pode se reunir nesta sexta-feira (25) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para definir seu futuro no governo. Na semana passada, Sabino comunicou ao petista a intenção de deixar o cargo, citando a pressão partidária e a necessidade de se alinhar às determinações da legenda.

Segundo auxiliares, no Planalto ainda há quem avalie que exista espaço para a permanência do ministro na Esplanada.

No encontro no Palácio da Alvorada na última sexta-feira (19), Sabino expôs a urgência de uma saída negociada, mas manifestou o desejo de cumprir compromissos pendentes antes da exoneração formal. A expectativa era de que a saída fosse oficializada com o retorno de Lula de Nova York, após a participação na Assembleia Geral da ONU. Até agora, porém, a demissão não foi concretizada.

A CNN apurou que o presidente pediu a ministros e assessores que buscassem diálogo com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, a fim de evitar a expulsão de Sabino do partido. A ideia seria preparar Rueda para uma conversa direta com Lula. ACM Neto também estaria resistente em negociar a permanência do ministro no governo.

Uma das alternativas em discussão seria a concessão de uma licença partidária para Sabino, proposta já rejeitada anteriormente pelo União Brasil. Dirigentes da sigla avaliam que essa solução representaria uma derrota pessoal para Rueda.

Caso a mudança se confirme, o governo Lula chegaria à 13ª troca ministerial. Desde o início do terceiro mandato do petista, em janeiro de 2023, a média é de uma substituição no primeiro escalão a cada 76 dias, ou aproximadamente dois meses e meio.