União Progressista prepara metas para 2026 com prioridade no Legislativo

Objetivo da federação é eleger 140 deputados federais e aumentar bancadas nas Assembleias pelos estados

Vinícius Murad, da CNN, São Paulo
Fachada do Congresso Nacional
A meta da federação é passar de 109 deputados federais para 140, consolidando-se como uma das maiores forças do Congresso Nacional.  • Pedro França/Agência Senado
Compartilhar matéria

A federação União Progressista — que vai agrupar União Brasil e PP — já discute internamente as metas para as eleições de 2026, com foco prioritário no fortalecimento das bancadas legislativas. A meta é ambiciosa: passar dos atuais 109 deputados federais para 140, consolidando-se como uma das maiores forças do Congresso Nacional.

No âmbito estadual, a expectativa é de avanço nas Assembleias Legislativas, com atenção especial para São Paulo. No maior colégio eleitoral do país, a federação quer ampliar sua bancada de deputados estaduais de 10 para 15 integrantes. Para isso, dirigentes trabalham na montagem de chapas competitivas nos principais estados, visando ampliar a capilaridade política da federação.

Entre as candidaturas majoritárias já tratadas como certas, o nome do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), é o favorito para disputar uma das duas vagas no Senado. Militar da reserva da Polícia Militar e integrante da ala conservadora, Derrite é visto como nome com forte apelo junto ao eleitorado bolsonarista paulista.

A movimentação ocorre enquanto União Brasil e PP se organizam para manter a estabilidade da federação até o fim do ciclo eleitoral. Juntas, as duas legendas formam hoje a maior bancada da Câmara, com 109 deputados federais eleitos em 2022. No Senado, somam 14 dos 81 parlamentares.

O desempenho de cada partido em 2022 foi suficiente para dar protagonismo nacional à recém-anunciada federação, mas dirigentes reconhecem que a pulverização de lideranças locais e as divergências regionais impõem obstáculos à formação de uma estratégia unificada. A prioridade, neste momento, é garantir desempenho expressivo em 2026 e ampliar a força política do grupo no Congresso — independentemente da eleição presidencial.

Do lado do União, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, já anunciou sua pré-candidatura à presidência da República. Do lado do PP, uma das apostas é o nome da senadora Tereza Cristina (MS).

Pela negociação, os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, senador Ciro Nogueira (PI), têm dividido a liderança da federação entre os dois partidos até dezembro deste ano. Em janeiro de 2026, um novo presidente deve ser escolhido para liderar o grupo.