Vereadores abrem CPI para investigar funcionários ligados ao prefeito do Rio

Marcelo Crivella (Republicanos) será convocado nos próximos dias para prestar esclarecimentos

Ana Maia, da CNN, no Rio de Janeiro*

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A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro instaurou CPI para investigar a participação de funcionários da prefeitura, desviados de suas funções para agir em esquema de plantão na porta de hospitais do Rio, abordar pacientes e impedir o trabalho da imprensa. A instalação da CPI foi publicada nesta sexta-feira, no Diário Oficial da Câmara dos Vereadores.

A presidente da CPI, Teresa Bergher, informou que o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) será convocado nos próximos dias para prestar esclarecimentos sobre o fato. Berger informou que apesar do feriado desta próxima segunda-feira (7), os trabalhos devem iniciar na semana que vem. A CPI será formada por cinco membros e dois suplentes.

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Na última quinta (3), a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro barrou o processo de Impeachment contra o prefeito. Foram 25 votos contra a abertura e 23 a favor. Na sessão híbrida, foram 4 horas de conversa. A Câmara do RJ é formada por 51 vereadores e a decisão do processo de Impeachment foi tomada por maioria simples.

Em nota, a prefeitura do RJ se manifestou sobre o resultado da votação. “A Prefeitura do Rio segue trabalhando, tendo o interesse público como foco — e, por isso mesmo, debatendo as iniciativas com transparência junto à Câmara Municipal e seus vereadores, representantes diretos da população.

A Prefeitura reitera que é necessário levar ao público a informação correta de que o grupo de WhatsApp “Guardiões do Crivella” não é institucional, não se presta a organizar servidores para coibir a imprensa — e, para uma simples confirmação, basta a imprensa interessada verificar o conteúdo do grupo. “

A presidente da CPI disse que a investigação na Câmara será profunda. “Todos vão ser ouvidos, todos envolvidos, especialmente o senhor prefeito.”

*Estagiaria sob supervisão Thayana Araujo 

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