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    Visto como discreto, novo presidente do STM não deve atacar sistema eleitoral

    Segundo interlocutores, ministro general Lúcio Mário de Barros Góes está voltado inteiramente para os assuntos da Justiça Militar

    General Lúcio Mário de Barros Góes, novo presidente do Superior Tribunal Militar (STM)
    General Lúcio Mário de Barros Góes, novo presidente do Superior Tribunal Militar (STM) Divulgação/STM

    Gabriela CoelhoKenzô Machidada CNN

    em Brasília

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    O ministro general de Exército Lúcio Mário de Barros Góes, que toma posse como presidente do Superior Tribunal Militar (STM), nesta quarta-feira (3), é descrito por integrantes da Corte e pessoas próximas como um homem reservado e discreto, que costuma atuar mais nos bastidores do que na linha de frente do cenário nacional.

    De acordo com interlocutores do meio militar, o general está voltado inteiramente para os assuntos da Justiça Militar, com um perfil similar ao do general da reserva Sérgio Etchegoyen, que foi ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República na gestão de Michel Temer (MDB).

    Etchegoyen foi alçado ao palco principal da política em episódios como a intervenção federal no Rio de Janeiro e a greve dos caminhoneiros, em 2018.

    Militares da cúpula da caserna têm a expectativa de que a gestão do general Lúcio será muito protocolar. Além disso, segundo relatos, o novo presidente da Corte Militar nunca se mostrou a favor da popularização do uso das Forças Armadas.

    Pelo perfil pragmático que sempre mostrou, militares que conversaram com a CNN disseram que sobre os ataques as urnas eletrônicas, o general deve alinhar o discurso de que quem acusa cabe mostrar provas, de que as evidências precisam estar claras no papel, preto no branco, sem especulações. Ele não deve embarcar e se manifestar aos ataques que o presidente Jair Bolsonaro (PL) faz ao processo eleitoral.

    A Justiça Eleitoral e o Ministério da Defesa têm trocado ofícios sobre questionamentos feitos pelas Forças Armadas a respeito do sistema de votação brasileiro. O próprio presidente Bolsonaro faz críticas ao sistema.

    Debate

    As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

    O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.

    Veja quem são os candidatos à Presidência da República em 2022

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