Vorcaro planejou "evento super exclusivo" com Moraes em Londres
Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que o ministro do Supremo e o banqueiro mantinham contato e se encontraram em diferentes ocasiões
Mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) mostram que Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, planejou um “evento super exclusivo” com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em Londres, em 2025.
A informação conta em mensagens encontradas pela PF (Polícia Federal) e enviadas ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, que retirou o sigilo do caso nesta terça-feira (1º).
O encontro em Londres teria sido planejado pelo ex-banqueiro. No ano seguinte, Vorcaro programou uma segunda edição do fórum, que acabou sendo cancelada. Nessa segunda edição, o então banqueiro chegou a tratar sobre custear as despesas do filho do procurador-geral da República, Pedro Gonet, e do seu advogado Ciro Soares para a viagem.
O conteúdo da investigação mostra que Moraes teria trocado mensagens e se encontrado com Vorcaro em diferentes ocasiões.
Em abril de 2024, Vorcaro também disse ter encontrado com Moraes e afirmou que marcaria um jantar com as respectivas mulheres.
Em outra conversa, um funcionário do banqueiro encaminhou a ele uma mensagem sobre uma reunião “às 18h na casa do Alexandre”. As mensagens também indicam que Moraes teria vetado participantes do evento, segundo conversa entre Vorcaro e o funcionário.
O ministro André Mendonça indicou nesta terça que levará ao plenário da Corte os novos elementos apresentados pela PF sobre a suposta rede de monitoramento e influência atribuída ao ex-banqueiro.
Mendonça afirmou ainda que a deliberação deverá ocorrer de forma “pública e transparente, em sessão presencial”, em data a ser definida pelo presidente do STF, Edson Fachin.
A CNN procurou a assessoria do STF, que representa o ministro Alexandre de Moraes, para comentar sobre a viagem e ainda não obteve retorno.
A PGR também foi procurada pela CNN para se manifestar a respeito das menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O espaço segue aberto.


