Vorcaro relatou a Moraes "informações informais e em confidência" do BC

Mensagens obtidas pela PF mostram que dono do Banco Master sabia de medidas contra ele

Manoela Carlucci, da CNN Brasil, São Paulo
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Mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) mostram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro relatou ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes ter recebido sob confidência "informações informais" sobre o Banco Central.

"Informações informais e em confidência de turma do Banco Central, que G e os diretores estão na pressão máxima de novo pra uma medida, pois o Bacen [Banco Central] esta sendo muito pressionado pela PF e MP, alegando que farão algo contra mim”, afirmou o dono do Banco Master.

Na sequência, Vorcaro diz ao magistrado ser importante reforçar com Andrei Rodrigues, diretor geral da PF (Polícia Federal) e com Paulo Gonet, procurador-geral da República para "não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem".

O relatório da PF afirma que arquivos encontrados no notas do celular apreendido de Vorcaro foram analisados a fim de identificar as pessoas mencionadas pelo ex-banqueiro e que seriam responsáveis por repassar essas informações.

Em determinadas mensagens, o dono do Banco Master afirmava ter "amigos" dentro do Banco Central que acompanhavam os processos envolvendo sua instituição fiscal.

"De pessoas de dentro do Bacen que são meus amigos e ficaram preocupados. Eles participaram das reuniões, por isso info 100%. Eu não posso queimá-los pq tinham poucas pessoas e saberão que me falaram, se isso chegar no G. Então temos que ter cuidado de como conduzir com o G depois", escreveu a Moraes.

Prisão e liquidação do Master

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar em um avião particular com destino a Dubai.

O empresário afirmou posteriormente, em depoimento à Polícia Federal, que a viagem não tinha relação com uma tentativa de fuga e que o Banco Central havia sido avisado previamente sobre o deslocamento.

No mesmo dia da prisão, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, em meio às investigações sobre suspeitas envolvendo a instituição.